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Assembleia da ONU apoia declaração que reconhece Estado palestino e condena Hamas em conflito

Documento também critica ações de Israel contra civis e infraestrutura na região de Gaza

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SBT News, com informações da Reuters
12/09/2025, 21:17 • Atualizado em 12/09/2025, 21:17
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A votação ocorre dias antes da reunião de líderes mundiais, marcada para 22 de setembro | Reuters / Reprodução

A votação ocorre dias antes da reunião de líderes mundiais, marcada para 22 de setembro | Reuters / Reprodução

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta sexta-feira (12), uma declaração que estabelece medidas em direção a uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e os palestinos. O documento, agora endossado pelos 193 membros da Assembleia, também condena os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deram início à guerra em Gaza.

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O texto foi aprovado por ampla maioria: 142 países votaram a favor, 10 contra e 12 se abstiveram. A declaração também critica as ações de Israel contra civis e infraestruturas na região, além do cerco e da fome que, segundo o texto, resultaram em uma “catástrofe humanitária devastadora e uma crise de proteção”.

A resolução é resultado de uma conferência internacional realizada em julho na ONU, organizada pela Arábia Saudita e pela França, que debateu alternativas para encerrar décadas de conflito. Estados Unidos e Israel boicotaram o encontro.

A votação ocorre dias antes da reunião de líderes mundiais, marcada para 22 de setembro, à margem da Assembleia Geral de alto nível da ONU. Na ocasião, países como Grã-Bretanha, França, Canadá, Austrália e Bélgica devem reconhecer formalmente o Estado palestino.

Israel ordena retirada de palestinos em Gaza

Em meio à aprovação do documento, na última terça-feira (9), o Exército de Israel divulgou um comunicado ordenando a retirada imediata de todos os civis da Cidade de Gaza. A ordem acontece diante da aproximação das tropas para uma nova ofensiva militar contra o Hamas na região.

“Estamos determinados a eliminar o Hamas e operaremos na área da Cidade de Gaza com grande força. Para sua segurança, evacue imediatamente pelo eixo Al-Rashid em direção à zona humanitária em Al-Mawasi. Permanecer na área é extremamente perigoso”, escreveu o coronel do Exército, Avichay Adraee.

O alerta foi emitido um dia após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu compartilhar o plano militar para a Cidade de Gaza. Segundo ele, o objetivo é derrubar ao menos 50 infraestruturas utilizadas pelo Hamas, o que seria “apenas uma introdução à manobra terrestre” no município. "Vocês foram avisados: saiam agora", frisou o premiê aos civis.

A nova ofensiva foi fortemente condenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que afirmou que a ação resultará no massacre de civis, em novos deslocamentos forçados e na destruição de infraestruturas essenciais, como hospitais.

Nesta semana, o governo israelense afirmou que suspenderia a ofensiva na Cidade de Gaza caso o Hamas concordasse com um novo acordo de cessar-fogo. O texto, enviado pelos Estados Unidos, inclui novos princípios estipulados por Israel, como a libertação imediata de todos os reféns em até 48h.

Em comunicado, o grupo palestino expressou “prontidão para sentar-se à mesa de negociações” e discutir os termos israelenses. A ação, no entanto, ocorreria apenas em troca de garantias palestinas, como o compromisso de Israel em encerrar o conflito, incluindo a retirada completa das tropas de Gaza e a formação de um comitê palestino independente para administrar a região.

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