Após tensão com Trump, África do Sul fica fora do G20
Ministros de finanças e autoridades econômicas do grupo se reúnem na Carolina do Norte
Duda Ventura
Donald Trump | Reuters/Evan Vucci
A cidade de Asheville, na costa leste dos Estados Unidos, reúne, nesta segunda-feira (31), os responsáveis pelas políticas econômicas dos países do G20 — grupo que reúne as maiores economias do mundo — para dois dias de debates. Nesta edição, porém, uma ausência chama a atenção: a África do Sul, membro de longa data do G20 e maior economia da África, não foi convidada pelo Departamento do Tesouro americano.
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No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha anunciado que excluiria o país da cúpula do G20 de 2026, marcada para novembro, em Miami. A declaração ocorreu depois de Trump faltar ao evento de 2025, realizado na África do Sul. Na ocasião, o presidente americano alegou, sem apresentar provas, que sul-africanos brancos estavam sendo mortos e tendo terras confiscadas indiscriminadamente.
Os debates desta semana entre os representantes econômicos devem girar principalmente em torno da alta dos preços globais. Para este ano, o Fundo Monetário Internacional projeta desaceleração do crescimento mundial e aumento da inflação. Um dos principais fatores considerados nessa análise é a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou os preços da energia no mercado internacional.
Na véspera da reunião, no domingo (30), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que pretende incentivar os integrantes do G20 a reexaminar os termos comerciais com a China. Segundo Bessent, a medida serviria para reduzir o que classificou como desequilíbrios globais e pressionar Pequim a “reequilibrar a economia”.“O mundo não pode ter uma China com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão”, afirmou.
O encontro ocorre em meio a ofensivas tarifárias americanas. Nos últimos meses, Washington anunciou impostos contra dezenas de economias, incluindo parceiros históricos do G20. Mesmo diante desse cenário, autoridades dos EUA pediram a aliados que se juntem à pressão contra a economia iraniana, para tentar resolver o conflito no Oriente Médio por meio de sanções comerciais. Na semana passada, Bessent voltou a ameaçar parceiros comerciais do Irã. De olho nas eleições de meio de mandato, marcadas para este semestre, os americanos buscam reduzir a dívida do país, que ultrapassa os US$ 40 trilhões.
Fornecimento global de minerais críticos deve estar em pauta
Para participar dos debates sobre regulamentação da inteligência artificial, os Estados Unidos ampliaram a participação do setor privado no encontro. Executivos de grandes empresas americanas foram convidados, entre eles o presidente da Nvidia, Jensen Huang, e o CEO da OpenAI, Sam Altman. Segundo o porta-voz do consultor de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, o presidente-executivo da SpaceX, Elon Musk, e Dina Powell McCormick, da Meta, também foram convidados.
Autoridades americanas também convidaram um grupo de executivos dos setores bancário e de criptomoedas de empresas dos Estados Unidos. Os pedidos para incluir executivos de outros países foram rejeitados.
Outro aspecto alvo de controvérsia foi a cobertura jornalística do encontro. O Departamento do Tesouro negou credenciais de imprensa a repórteres do The New York Times e do The Wall Street Journal, além de correspondentes da Bloomberg News de vários países.
Após tensão com Trump, África do Sul fica fora do G20Ministros de finanças e autoridades econômicas do grupo se reúnem na Carolina do NorteMundo2026-08-31T18:53:29.279ZA cidade de Asheville, na costa leste dos Estados Unidos, reúne, nesta segunda-feira (31), os responsáveis pelas políticas econômicas dos países do G20 — grupo que reúne as maiores economias do mundo — para dois dias de debates. Nesta edição, porém, uma ausência chama a atenção: a África do Sul, membro de longa data do G20 e maior economia da África, não foi convidada pelo Departamento do Tesouro americano. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já tinha anunciado que excluiria o país da cúpula do G20 de 2026, marcada para novembro, em Miami. A declaração ocorreu depois de Trump faltar ao evento de 2025, realizado na África do Sul. Na ocasião, o presidente americano alegou, sem apresentar provas, que sul-africanos brancos estavam sendo mortos e tendo terras confiscadas indiscriminadamente. Os debates desta semana entre os representantes econômicos devem girar principalmente em torno da alta dos preços globais. Para este ano, o Fundo Monetário Internacional projeta desaceleração do crescimento mundial e aumento da inflação. Um dos principais fatores considerados nessa análise é a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou os preços da energia no mercado internacional. Na véspera da reunião, no domingo (30), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que pretende incentivar os integrantes do G20 a reexaminar os termos comerciais com a China. Segundo Bessent, a medida serviria para reduzir o que classificou como desequilíbrios globais e pressionar Pequim a “reequilibrar a economia”.“O mundo não pode ter uma China com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão”, afirmou. O encontro ocorre em meio a ofensivas tarifárias americanas. Nos últimos meses, Washington anunciou impostos contra dezenas de economias, incluindo parceiros históricos do G20. Mesmo diante desse cenário, autoridades dos EUA pediram a aliados que se juntem à pressão contra a economia iraniana, para tentar resolver o conflito no Oriente Médio por meio de sanções comerciais. Na semana passada, Bessent voltou a ameaçar parceiros comerciais do Irã. De olho nas eleições de meio de mandato, marcadas para este semestre, os americanos buscam reduzir a dívida do país, que ultrapassa os US$ 40 trilhões. Fornecimento global de minerais críticos deve estar em pauta Para participar dos debates sobre regulamentação da inteligência artificial, os Estados Unidos ampliaram a participação do setor privado no encontro. Executivos de grandes empresas americanas foram convidados, entre eles o presidente da Nvidia, Jensen Huang, e o CEO da OpenAI, Sam Altman. Segundo o porta-voz do consultor de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, o presidente-executivo da SpaceX, Elon Musk, e Dina Powell McCormick, da Meta, também foram convidados. Autoridades americanas também convidaram um grupo de executivos dos setores bancário e de criptomoedas de empresas dos Estados Unidos. Os pedidos para incluir executivos de outros países foram rejeitados. Outro aspecto alvo de controvérsia foi a cobertura jornalística do encontro. O Departamento do Tesouro negou credenciais de imprensa a repórteres do The New York Times e do The Wall Street Journal, além de correspondentes da Bloomberg News de vários países. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/apos-tensao-com-trump-africa-do-sul-fica-fora-do-g20
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