PT avalia insistir em propaganda sobre currículo de Flávio
Secretário do partido, Éden Valadares disse que propaganda tirada do ar com denúncias contra o candidato do PL não configurava excesso
Victor Schneider
Imagem de propaganda do PT sobre Flávio Bolsonaro | Reprodução
Depois de a Justiça Eleitoral mandar retirar do ar uma peça que mostrava uma série de denúncias contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse nesta segunda-feira (31) que a propaganda não continha conteúdo enganoso e que o partido estuda um pedido de reconsideração.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A peça foi exibida pelo PT durante o horário eleitoral de sábado (29). Com o título de “Currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda dizia que o candidato foi “funcionário fantasma” em seu primeiro trabalho público; foi denunciado por suposto envolvimento com a prática de “rachadinhas” em seu gabinete; homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega, chamado na peça de “o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro”; e foi que flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master, no caso envolvendo o filme “Dark Horse".
A ministra Estela Aranha, porém, considerou no domingo (30) que a peça extrapolou os limites da crítica política ao associar o senador a organizações criminosas sem apresentar elementos suficientes de sustentação. Além disso, citou que a investigação envolvendo a prática de "rachadinha” no gabinete de Flávio foi arquivada sem condenação.
Pelo X, Éden Valadares afirmou não haver atribuição de culpa antes do julgamento ou desinformação, mas um “compromisso com a transparência” ao relatar denúncias pelas quais Flávio é ou foi investigado.
“O vídeo limitou-se a expor a trajetória do candidato. Não houve imputação de condenação prévia, mas sim o emprego preciso do termo ‘denunciado’ no contexto do seu histórico público", publicou.
Acatamos a liminar da Justiça Eleitoral que determinou a retirada do ar do material audiovisual que apresenta o currículo do candidato Flávio Bolsonaro, mas estudamos um pedido de reconsideração.
A nosso ver, não é questão de atribuir culpa antecipada ou divulgar informações…
Valadares disse que a peça é parte de um “dever de campanha” para dar informações de interesse público e que não vê excesso do PT nas denúncias exibidas.
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu direito de resposta. A Justiça Eleitoral determinou a apresentação do texto proposto antes de intimar a coligação Brasil da Esperança, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a apresentar sua defesa. O caso ainda será submetido ao Plenário do TSE.
PT avalia insistir em propaganda sobre currículo de FlávioSecretário do partido, Éden Valadares disse que propaganda tirada do ar com denúncias contra o candidato do PL não configurava excesso
Eleições2026-08-31T17:05:23.364ZDepois de a Justiça Eleitoral contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, disse nesta segunda-feira (31) que a propaganda não continha conteúdo enganoso e que o partido estuda um pedido de reconsideração. A peça foi exibida pelo PT durante o horário eleitoral de sábado (29). Com o título de “Currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda dizia que o candidato foi “funcionário fantasma” em seu primeiro trabalho público; foi denunciado por suposto envolvimento com a prática de “rachadinhas” em seu gabinete; homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega, chamado na peça de “o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro”; e foi que flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master, no caso envolvendo o filme “Dark Horse". A ministra Estela Aranha, porém, considerou no domingo (30) que a peça extrapolou os limites da crítica política ao associar o senador a organizações criminosas sem apresentar elementos suficientes de sustentação. Além disso, citou que a investigação envolvendo a prática de "rachadinha” no gabinete de Flávio foi arquivada sem condenação. Pelo X, Éden Valadares afirmou não haver atribuição de culpa antes do julgamento ou desinformação, mas um “compromisso com a transparência” ao relatar denúncias pelas quais Flávio é ou foi investigado. “O vídeo limitou-se a expor a trajetória do candidato. Não houve imputação de condenação prévia, mas sim o emprego preciso do termo ‘denunciado’ no contexto do seu histórico público", publicou. Valadares disse que a peça é parte de um “dever de campanha” para dar informações de interesse público e que não vê excesso do PT nas denúncias exibidas. A campanha de Flávio Bolsonaro pediu direito de resposta. A Justiça Eleitoral determinou a apresentação do texto proposto antes de intimar a coligação Brasil da Esperança, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a apresentar sua defesa. O caso ainda será submetido ao Plenário do TSE.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/pt-avalia-insistir-em-propaganda-sobre-curriculo-de-flavio