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Americano e francês que estavam em cruzeiro MV Hondius testam positivo para hantavírus

Um deles foi diagnosticado com o vírus Andes, a variante mais rara da doença; países monitoram situação

Imagem da noticia Americano e francês que estavam em cruzeiro MV Hondius testam positivo para hantavírus
Possível surto de hantavírus foi registrado no cruzeiro MV Hondius | Divulgação

Os Estados Unidos iniciaram, no domingo (10), o resgate dos norte-americanos que estavam no cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. Dos 17 passageiros, um testou positivo para o vírus Andes, a variante mais rara do hantavírus, enquanto outro apresentou sintomas leves da doença.

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Segundo as autoridades, a dupla viaja em uma parte isolada da aeronave. Todos serão levados para o Centro Regional de Tratamento de Patógenos Especiais Emergentes da ASPR (RESPTC) no Centro Médico da Universidade de Nebraska, onde passarão por avaliação clínica e receberão tratamento, se necessário. Posteriormente, serão transferidos para suas respectivas cidades.

"Proteger a saúde e a segurança dos americanos continua sendo nossa maior prioridade, e temos utilizado os principais recursos médicos e de saúde pública do país nesse esforço", disse o secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy, Jr.

Além dos passageiros norte-americanos, um dos cinco franceses que estavam a bordo do cruzeiro também testou positivo para o hantavírus ao retornar para o país. De acordo com a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, o paciente está em isolamento e foi transferido para um hospital especializado em doenças infecciosas.

O MV Hondius estava navegando pelo oceano Atlântico há 12 dias quando a primeira morte por hantavírus foi registrada. O navio, que saiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, na África, fazia um cruzeiro de expedição por ilhas isoladas do Atlântico Sul.

Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou três óbitos pela doença no navio, que transportava 147 passageiros e tripulantes. As vítimas eram um casal holandês e um passageiro alemão. Além disso, seis dos oito casos relatados foram confirmados pelo órgão.

Apesar do contágio, a OMS disse que o risco de disseminação do hantavírus para a população em geral é baixo. O órgão informou que continua monitorando a situação epidemiológica e que, se necessário, atualizará a avaliação de risco. “O surto está sendo gerenciado por meio de uma resposta internacional coordenada e inclui investigações aprofundadas, isolamento e cuidado de caso”, disse o órgão.

O que é o hantavírus

O hantavírus é um vírus transmitido principalmente por roedores silvestres que pode causar uma doença chamada hantavirose. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a forma mais comum é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode afetar pulmões e coração.

A infecção pode variar de quadros leves, semelhantes a uma gripe, até formas graves com comprometimento respiratório.

Como ocorre a transmissão

A principal forma de contágio acontece pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.

Outras formas menos comuns incluem:

  • Contato com mucosas (olhos, boca ou nariz) após tocar superfícies contaminadas;
  • Mordidas de roedores;
  • Transmissão entre pessoas, que é rara e registrada em casos específicos na América do Sul.

Segundo a OMS, infecções por hantavírus são incomuns e não se espalham facilmente entre humanos.

Quais são os sintomas

Os sintomas iniciais costumam ser parecidos com os de uma gripe:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Náuseas e desconforto abdominal.

Em casos mais graves, podem evoluir para:

  • Falta de ar;
  • Respiração acelerada;
  • Tosse seca;
  • Queda de pressão.

O período de incubação varia de uma a cinco semanas após a exposição ao vírus.

Há tratamento?

Não existe um tratamento específico para o hantavírus. O atendimento é feito com medidas de suporte, principalmente em ambiente hospitalar, dependendo da gravidade do caso.

Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação.

Como se prevenir

A prevenção está diretamente ligada a evitar o contato com roedores e seus resíduos. Entre as principais recomendações estão:

  • Manter alimentos bem armazenados e protegidos;
  • Evitar acúmulo de lixo e entulho;
  • Limpar ambientes com proteção adequada, evitando varrer ou levantar poeira contaminada;
  • Usar equipamentos de proteção em áreas de risco, como zonas rurais.

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