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Brasileiras relatam racismo em aeroporto na Alemanha: “imigrante sem prova não vale de nada”

Ionara Sech e Monique Correa gravaram momento em que foram chamadas de “macacas” por uma mulher em aeroporto em Frankfurt

Brasileiras vítimas de racismo e xenofobia no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, relataram em entrevista exclusiva ao SBT News os momentos de tensão vividos enquanto aguardavam a chegada de familiares. Ionara Sech, Monique Corrêa e uma terceira amiga estavam no terminal com cartazes, bandeira do Brasil e fantasias do personagem Stitch quando passaram a ser ofendidas por uma mulher alemã.

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Entre as palavras e frases proferidas pela mulher, “macacas” e “no Brasil só tem raça como vocês”. A agressora, segundo as brasileiras, fez gestos imitando macaco e continuou os ataques mesmo depois de perceber que elas entendiam parte das ofensas. Diante da situação, uma das vítimas decidiu gravar o episódio para reunir provas.

Ao SBT News, Monique Corrêa relatou que seu grupo havia preparado uma recepção especial para que os familiares se sentissem acolhidos ao chegar ao país. “A gente saiu daqui com uma ideia, que a gente queria muito receber os meus tios com cartazes, com bandeira do Brasil, para que eles se sentissem em casa.”

Brasileiras querem justiça e levarão caso adiante | Reprodução e SBT News
Brasileiras querem justiça e levarão caso adiante | Reprodução e SBT News

A brasileira afirmou que decidiu gravar a situação porque temia que o caso não fosse levado adiante sem registro. “Eu comecei a gravar porque eu não tinha como ajudar a minha amiga se eu não tivesse provas. Imigrante sem prova não vale de nada”, declarou.

Ionara Sech também descreveu o impacto das ofensas no momento em que foi abordada pela mulher. “Eu não sabia como me sentia ou como reagir. As palavras sumiram da minha boca. Eu não sabia idioma nenhum. Eu não sabia quem eu era”, relatou.

Segundo ela, a agressão ocorreu de forma pública e explícita. “Ela começou a atacar as meninas também, chamando as meninas de macaco. Ela fez os movimentos, né? Ela ficou fazendo os movimentos de macaco para mim, pras meninas também.”

As vítimas disseram que pretendem levar o caso adiante e cobrar providências. “A gente não vai aceitar mais que os imigrantes sofram do jeito que a gente sofreu racismo. A gente vai dar voz, a gente vai lutar e vai levar isso pra frente. A gente quer justiça, não só por hoje, mas por todas as pessoas que já passaram por isso”, afirmou Monique.

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