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Acordo reforça imagem da China como potência capaz de se contrapor aos EUA, avalia especialista

Reunião entre Trump e Xi Jinping resultou em um acordo temporário que prevê cooperação em temas sensíveis como terras raras, soja e fentanil

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Giovanna Colossi

O recente acordo comercial entre Estados Unidos e China representa mais uma trégua do que uma solução duradoura para as tensões entre as duas potências. A avaliação é da professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, que participou do programa Mapa Mundi desta sexta-feira (31).

Questionada pela correspondente Patrícia Vasconcellos sobre quem saiu ganhando do encontro bilateral na Coreia do Sul, a especialista afirmou que a China conseguiu concessões importantes dos Estados Unidos, mas que os americanos também se beneficiaram em assuntos caros ao eleitorado de Trump.

"Trump precisava dar indicações positivas que tinha ganhos, a soja é uma delas. A questão de conseguir uma prorrogação do prazo para as medidas de restrição de importação de terras raras também foi importante", disse.
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Ainda segundo Denilde, foram justamente as terras raras que fizeram com que Xi Jinping conseguisse trazer o homólogo para a mesa de negociação.

“Ao colocar as terras raras na mesa, a China fez com que os EUA tivessem que sentar na mesa de negociação e também retroceder em alguns pontos”, afirmou.

Para a especialista, mais do que os resultados imediatos, o que chama atenção é a forma como o diálogo se desenvolveu entre os líderes dos dois países.

“É menos o resultado e mais a dinâmica desse diálogo entre Xi Jinping e Trump que deixa uma percepção de que a China ganha mais e se mostra como um país que consegue, de fato, se contrapor aos EUA”, concluiu.

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