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FBI busca invasores do Capitólio com fotos espalhadas por Washington

Os painéis luminosos dos pontos de ônibus da capital americana trazem fotos de várias pessoas que invadiram a sede do poder legislativo americano no dia 6 de janeiro.

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Patrícia Vasconcellos
09/01/2021, 16:53 • Atualizado em 30/10/2023, 21:59
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Ponto de ônibus Washington DC

Ponto de ônibus Washington DC

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Washington DC - Os avisos estão em todos os pontos de ônibus da capital norte-americana. São painéis luminosos com fotos das pessoas que invadiram o Capitólio na última 4ª feira, 6 de janeiro. O FBI assina a publicação pedindo que, no caso de alguém reconhecer algum rosto, entre em contato por telefone. Os agentes federais ainda oferecem recompensa de US$ 50 mil, valor equivalente a mais de R$ 250 mil, por informações da pessoa que colocou explosivos suspeitos, no mesmo dia, nas sedes dos partidos democrata e republicano. 

Entre os detidos nos últimos dias pelo FBI, está Richard Barnett, o homem que foi fotografado sentado na cadeira da líder da câmara dos representantes Nancy Pelosi. Ele foi preso na 6ª feira, 8 de janeiro, no estado do Arkansas. 

No Capitólio, além da limpeza do chão e recolhimento dos estilhaços, o trabalho é de articulação política. Deputados democratas e até republicanos defendem há dias que Donald Trump deveria sair do cargo antes da posse de Joe Biden em 20 de janeiro. Nancy Pelosi foi à tribuna na 6ª feira para dizer que, se Donald Turmp não renunciar, o Legislativo entrará com um pedido de impeachment na 2ª feira (11). Mas, mesmo se iniciado e aprovado na Câmara, o processo terá que ser validado pelo Senado, que não irá se reunir para assuntos especiais antes de 19 de janeiro, véspera da posse de Joe Biden. 
 

Trump sem Twitter


A agenda do presidente dos Estados Unidos para o fim de semana não destaca compromissos públicos. O texto diz que: "Trump trabalhará desde muito cedo até tarde, fará muitas chamadas e terá muitas reuniões". O atual presidente, que normalmente se pronuncia pelo twitter teve a conta pessoal suspensa permanentemente.

A rede social publicou a seguinte explicação: "Depois de uma revisão recente dos tweets de Donald Trump e do contexto deles, suspendemos permanentemente a conta pelo risco de uma próxima incitação à violência. As duas últimas publicações de Trump diziam: "os 75 milhões de grandes patriotas que votaram em mim, América primeiro e Faça a América grande de novo, terão uma voz gigante no futuro. Eles não vão ser desrespeitados ou tratados de forma injusta de nenhuma forma ou modo". 

No último tweet antes do bloqueio, Trump escreveu: "A todos que perguntaram, eu não vou à posse do dia 20 de janeiro".

O twitter destacou em detalhes no comunicado cada frase dos textos de Trump afirmando que eles demonstram que o presidente americano não está comprometido com uma transição pacífica como chegou a dizer em um vídeo recente publicado. A rede social ainda afirmou: "Planos de protestos armados futuros já começaram a se proliferar no Twitter, incluindo uma proposta de um segundo ataque ao Capitólio americano e prédios adjacentes no dia 17 de janeiro. 

Joe Biden, que toma posse ao lado de Kamala Harris em 20 de janeiro, falou sobre a invasão do Capitólio pela última vez na 5ª feira, 7 de janeiro. Biden afirmou, em um pronunciamento: "O que vimos não foi uma dissidência, não foi desordem, não foi protesto. Foi caos. Não se atrevam a chamá-los de manifestantes. Eles eram uma gangue desordeira, rebeldes, terroristas domésticos". Na 6ª feira, 8 de janeiro, o democrata detalhou assuntos relativos ao início do seu governo. Biden afirmou que vai apresentar a legislação de imigração ao Congresso assim que assumir o cargo. Joe Biden ainda afirmou que busca financiamento para distribuir a vacina contra o novo coronavírus. 

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