Justiça

STF abre licitação de quase R$ 250 mil para monitorar redes sociais

Contrato prevê acompanhamento diário de menções ao tribunal, ministros e análise do sentimento das postagens

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma licitação de quase R$ 250 mil para contratar serviços de monitoramento das redes sociais. O STF quer saber o que é publicado sobre julgamentos e ministros — e qual é o “sentimento” das postagens.

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O edital prevê a contratação de serviço de “acompanhamento da presença digital” do Supremo nas redes sociais pelo período de um ano. O contrato, com valor máximo de aproximadamente 250 mil reais (R$ 249.928,56), exige um monitoramento diário e ininterrupto de menções feitas sobre ministros e assuntos de interesse do Judiciário.

Segundo o documento, a empresa contratada deve entregar, no mínimo, 30 alertas diários, podendo chegar ao aporte de 300 em um mesmo dia.

Esses alertas devem conter informações com data e horário da publicação, texto da postagem, número de curtidas e classificação do “sentimento” do post: se é positivo, negativo ou neutro.

Nos relatórios mensais, ainda são exigidos o “levantamento dos principais formadores de opinião nas redes sociais, que debatem sobre assuntos referentes à Corte, com análise, influência e capacidade de repercussão”.

A abertura do edital acontece em meio a uma crise de imagem do STF. Pesquisa do Instituto Genial Quaest, divulgada no último mês, mostrou que 49% dos brasileiros não confiam na Suprema Corte. E 72% acreditam que o tribunal tem “poder demais”.

Segundo o professor Mário Aquino Alves, que coordena o Laboratório de Estudos sobre Desordem de Informação e Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é comum que órgãos públicos busquem monitorar o que é dito sobre eles. Mas é preciso ter cuidado com o tratamento destinado aos dados.

“Monitoramento não é censurar, é saber o que as pessoas estão falando. A circulação das interpretações pode ser tão ou mais relevante do que os fatos em si. Então é importante que se faça isso? É. A partir daqui, existe um outro caminho, que é um caminho democrático, de como você lida com isso. A gente espera que esses caminhos democráticos se mantenham”, afirma.

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