Justiça

Procuradoria-Geral da República defende manutenção da prisão preventiva de Roberto Jefferson

Em parecer ao STF, PGR pede que junta médica avalie condições de saúde do ex-deputado federal

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Felipe Moraes
Roberto Jefferson | Valter Campanato/Agência Brasil

Roberto Jefferson | Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou, nessa segunda-feira (29), parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo manutenção da prisão preventiva do ex-deputado federal Roberto Jefferson.

O ex-congressista foi preso em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições, quando resistiu ao cumprimento de mandado de prisão — expedido por causa de ofensas com palavras de baixo calão à ministra Cármen Lúcia — e deu tiros de fuzil e lançou granadas contra agentes da Polícia Federal (PF).

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Por causa do episódio, ocorrido na casa dele, em Comendador Levy Gasparian (RJ), Jefferson foi indiciado pela PF por quatro tentativas de homicídio.

Segundo a manifestação da PGR, Jefferson deve continuar preso, mas uma junta médica oficial precisará avaliar a saúde do ex-parlamentar. A defesa alega que ele tem problemas que impossibilitam a manutenção da prisão, como colangite, inflamação no fígado. Ex-congressista está internado em hospital particular no Rio de Janeiro desde julho de 2023.

"A manifestação é pela manutenção da prisão preventiva, com a submissão do investigado à junta médica oficial para que aponte, de forma discriminada, quais tratamentos são estritamente necessários à saúde de Roberto Jefferson Monteiro Francisco, bem como eventual contraindicação ao tratamento das enfermidades em ambiência prisional e/ou hospitalar", disse a PGR, em parecer.

O pedido de soltura será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Não há prazo para a decisão sair.

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