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Ministério Público denuncia 6 homens por agredir capivara no Rio

Grupo está preso desde março e irá responder por 4 crimes, incluindo maus-tratos, caça ilegal e corrupção de menores

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Capivara foi agredida por grupo de 8 pessoas | Reprodução
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na quarta-feira (8), seis homens pela agressão de uma capivara na Ilha do Governador. O grupo, preso no fim de março, vai responder por maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.

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O caso aconteceu na madrugada do dia 21 de março, no Jardim Guanabara, zona norte do Rio de Janeiro. Câmeras de segurança registraram o momento em que oito jovens, sendo dois menores de idade, encurralaram a capivara no meio da rua e agrediram o animal com pedaços de madeira e metal. Após o ataque, o grupo fugiu e deixou os objetos utilizados no local.

A capivara foi localizada horas depois, em um terreno baldio, onde permaneceu até a chegada do resgate. Gravemente ferido, o animal foi levado a um centro de resgate de animais silvestres no Rio de Janeiro, onde encontra-se em tratamento. Segundo o Ibama, a capivara vem apresentando evolução no quadro clínico e, após a recuperação, deverá ser devolvida ao seu local de origem.

Na denúncia, o MPRJ afirmou que os acusados agiram de forma consciente e coordenada ao cercar e atacar a capivara — diagnosticada posteriormente com traumatismo craniano e lesão ocular severa. O órgão destacou que, durante as agressões, os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento.

“Os suspeitos foram identificados e localizados, tendo admitido a prática do crime no momento da prisão, sob a alegação de que pretendiam abater o animal para consumo”, disse o Ministério Público. O órgão acrescentou que um dos acusados foi identificado por uma testemunha como autor de agressões contra outra capivara no mesmo bairro, dias antes do ocorrido.

Reparação dos danos ambientais

Na esfera cível, o Núcleo de Proteção e Defesa Animal do MP ainda requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos ambientais, morais coletivos e materiais causados. Com base em laudo técnico de valoração de danos à fauna, o prejuízo foi estimado em R$ 44,6 mil, valor a ser pago pelos envolvidos. Os recursos deverão ser destinados a instituições voltadas ao atendimento veterinário e à recuperação do animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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