Desembargador que absolveu réu por estupro é alvo de ação da PF; magistrado foi afastado do cargo
Policiais federais foram à sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais na manhã desta sexta (27)


Nathalia Fruet
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (27) um mandado de busca e apreensão no gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A determinação foi do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também afastou o magistrado do cargo.
Policiais federais foram à sede do TJ-MG pela manhã. Computadores e pen-drives foram apreendidos na ação, segundo informações obtidas pelo SBT News.
O Conselho Nacional de Justiça apura pelo menos sete denúncias de crimes sexuais envolvendo o nome do magistrado.
As denúncias vieram à tona nesta semana depois que Magid Nauef Láuar votou para absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma criança de 12 anos. O magistrado voltou atrás e determinou a prisão do réu depois da repercussão do caso.
O primeiro a denunciar tentativa de abuso sexual por parte do desembargador foi um sobrinho dele, Saulo Lauar.
O CNJ também realiza uma auditoria para descobrir se a ouvidoria do TJ-MG recebeu alguma denúncia de abuso ou assédio sexual ao longo da carreira do desembargador. O CNJ quer saber se denúncias chegaram internamente, mas não foram apuradas.









