PF cita evento com Castro e Magro em NY para apontar proximidade da Refit com governo do RJ
Caso é mencionado na decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou operação nesta sexta (15); dono da refinaria segue foragido
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Ighor Nóbrega, Jessica Cardoso
O ex-governador do Rio Cláudio Castro e o dono da Refit, Ricardo Magro | Reprodução
Na decisão que autorizou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira (15), a Polícia Federal (PF) cita um evento realizado em Nova York, nos Estados Unidos, para sustentar a existência de uma relação próxima entre o empresário Ricardo Andrade Magro, dono da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), e o governo do Rio de Janeiro, incluindo o então governador Cláudio Castro (PL).
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Segundo a corporação, os dois sentaram na mesma mesa durante uma celebração patrocinada pela própria refinaria. Estavam com eles Tiago Cedraz, advogado da Refit e filho do ex-ministro do TCU Aroldo Cedraz, e Daniel Maia, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e concunhado de Tiago.
A PF menciona o evento em Nova York no trecho da decisão que detalha a conduta de Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro e um dos alvos da Operação Sem Refino. A investigação destaca que Pasqual foi assessor parlamentar de Aroldo Cedraz quando ele ainda exercia mandato de deputado federal.
Ele foi nomeado por Castro para a Secretaria de Fazenda em 31 de janeiro de 2025. De acordo com a corporação, a escolha de Pasqual não foi feita por critérios meramente técnicos, mas por um "alinhamento de interesses" com o grupo de Ricardo Magro.
A PF alega ainda que Pasqual teria tido um papel importante para tornar a Secretaria de Fazenda do Rio uma “uma extensão da estrutura empresarial do Grupo Refit, dando ensejo a atos que visavam a facilitação de sua operação e, ao mesmo tempo, repelir a aproximação de seus concorrentes no mercado fluminense”.
“Deste modo a contradição das atitudes de Cláudio Castro se tornam latentes: ao mesmo tempo em que participava de reuniões supostamente destinadas ao combate ao crime organizado, o então mandatário participava de evento patrocinado pela Refit e se reunia com o líder de uma organização criminosa voltada à dilapidação do erário fluminense”, afirmou a Polícia Federal.
Entenda a investigação da PF
Castro e Magro são investigados no esquema de fraudes fiscais e ocultação patrimonial da Refit. Segundo a PF, a refinaria é suspeita de "utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior".
A investigação aponta que Cláudio Castrofuncionava como braço político que viabilizava o funcionamento do esquema da Refit no Estado, publicando leis e nomeando secretários favoráveis ao grupo.
O ex-governador foi alvo de busca na operação desta manhã, enquanto Ricardo Magro é alvo de mandado de prisão, mas segue foragido. A investigação suspeita que ele esteja na Espanha. O empresário já morou nos EUA nos últimos anos e se mudou para Portugal no final de 2025.
Ao todo, a Operação Sem Refino cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e 7 sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
Aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas foram bloqueados.
PF cita evento com Castro e Magro em NY para apontar proximidade da Refit com governo do RJCaso é mencionado na decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou operação nesta sexta (15); dono da refinaria segue foragidoJustiça2026-05-15T19:24:01.649ZNa decisão que autorizou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira (15), a Polícia Federal (PF) cita um evento realizado em Nova York, nos Estados Unidos, para sustentar a existência de uma relação próxima entre o empresário Ricardo Andrade Magro, dono da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), e o governo do Rio de Janeiro, incluindo o então governador Cláudio Castro (PL). Segundo a corporação, os dois sentaram na mesma mesa durante uma celebração patrocinada pela própria refinaria. Estavam com eles Tiago Cedraz, advogado da Refit e filho do ex-ministro do TCU Aroldo Cedraz, e Daniel Maia, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e concunhado de Tiago. A PF menciona o evento em Nova York no trecho da decisão que detalha a conduta de Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro e um dos alvos da Operação Sem Refino. A investigação destaca que Pasqual foi assessor parlamentar de Aroldo Cedraz quando ele ainda exercia mandato de deputado federal. Ele foi nomeado por Castro para a Secretaria de Fazenda em 31 de janeiro de 2025. De acordo com a corporação, a escolha de Pasqual não foi feita por critérios meramente técnicos, mas por um "alinhamento de interesses" com o grupo de Ricardo Magro. A PF alega ainda que Pasqual teria tido um papel importante para tornar a Secretaria de Fazenda do Rio uma “uma extensão da estrutura empresarial do Grupo Refit, dando ensejo a atos que visavam a facilitação de sua operação e, ao mesmo tempo, repelir a aproximação de seus concorrentes no mercado fluminense”. “Deste modo a contradição das atitudes de Cláudio Castro se tornam latentes: ao mesmo tempo em que participava de reuniões supostamente destinadas ao combate ao crime organizado, o então mandatário participava de evento patrocinado pela Refit e se reunia com o líder de uma organização criminosa voltada à dilapidação do erário fluminense”, afirmou a Polícia Federal. Entenda a investigação da PF no esquema de fraudes fiscais e ocultação patrimonial da Refit. Segundo a PF, a refinaria é suspeita de "utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior". A investigação aponta que Cláudio Castro que viabilizava o funcionamento do esquema da Refit no Estado, publicando leis e nomeando secretários favoráveis ao grupo. O ex-governador foi alvo de busca na operação desta manhã, enquanto Ricardo Magro é alvo de mandado de prisão, mas segue foragido. A investigação suspeita que ele esteja na Espanha. O empresário já morou nos EUA nos últimos anos e se mudou para Portugal no final de 2025. Ao todo, a Operação Sem Refino cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e 7 sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas foram bloqueados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/pf-cita-evento-com-castro-e-magro-em-ny-para-apontar-proximidade-da-refit-com-governo-do-rj
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