Cão Orelha: Justiça de Santa Catarina arquiva caso
Decisão da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis acolhe parecer do MP, que aponta doença grave preexistente e ausência de provas contra adolescentes


Vicklin Moraes
A Justiça de Santa Catarina determinou nesta quinta-feira (14) o arquivamento do chamado Caso Cão Orelha. A decisão é da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis e atende a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que concluiu que a morte do animal não foi causada por agressão, mas por uma condição de saúde grave e preexistente.
Segundo o MP, os quatro adolescentes investigados não estavam juntos na praia no momento da suposta agressão. O órgão também confirmou a existência de um descompasso temporal nas imagens analisadas, hipótese já apontada anteriormente pela Polícia Científica.
A manifestação do Ministério Público, com 170 páginas, foi assinada por três promotorias de Justiça e protocolada na última sexta-feira (8). A conclusão se baseia na análise de quase dois mil arquivos digitais, incluindo fotos, vídeos, dados de celulares apreendidos e depoimentos de testemunhas.
De acordo com o documento, não foram encontradas provas de maus-tratos. A investigação apontou que o cão sofria de osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica, o que levou à decisão pela eutanásia.









