Moraes mantém delação após Mauro Cid esclarecer contradições apontadas pela PF
Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi ouvido pelo ministro do STF nesta quinta-feira
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Paola Cuenca, Paulo Sabbadin
21/11/2024, 21:22 • Atualizado em 22/11/2024, 00:12
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mauro cid
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a validade do acordo de delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, após nova audiência nesta quinta-feira (21).
Segundo os investigadores da houve contradições na fala do militar. Mauro Cid negou saber da existência de um plano para matar Lula, o vice-presidente Alckmin e o então presidente do TSE Alexandre de Moraes, mas segundo relatório da PF, em conversa de WhatsApp no dia 8 de dezembro de 2022, o general Mário Fernandes, autor do plano de assassinato, relata a Cid que conversou com Jair Bolsonaro.
Segundo Fernandes, no diálogo, o presidente citou que o dia 12 - data da diplomação de Lula no TSE - não seria uma restrição e que qualquer ação poderia acontecer até 31 de dezembro. Ele ainda relata que, diante da resposta, disse a Bolsonaro: "pô, presidente, mas quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades".
Fernandes então pede ajuda a Cid: "conversa com o presidente, cara!". E o ex- ajudante de ordens responde: "pode deixar, general. Vou conversar com o presidente".
No mesmo dia da troca de mensagens, 8 de dezembro de 2022, os dados de controle de acesso confirmam que Fernandes permaneceu por 40 minutos no Alvorada.
Mauro Cid fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em setembro do ano passado. O militar havia sido preso em maio, do mesmo ano, por falsificação dos cartões de vacina dele, da esposa e das duas filhas. Com o acordo aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, Cid deixou a prisão com uso de tornozeleira eletrônica e foi proibido de se comunicar com outros investigados.
Ao longo dos últimos meses, as informações do ex-ajudante de ordens têm sido usadas em investigações sobre os desvios de presentes oficiais - como joias e relógios de luxo - recebidos por Jair Bolsonaro e por ministros, além do inquérito sobre o planejamento de um golpe de Estado.
Moraes mantém delação após Mauro Cid esclarecer contradições apontadas pela PFEx-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi ouvido pelo ministro do STF nesta quinta-feiraJustiça2024-11-21T21:22:20.837ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a validade do acordo de delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, após nova audiência nesta quinta-feira (21). + Segundo o STF, Moraes considerou que Mauro Cid esclareceu as em seu último depoimento. Segundo os investigadores da houve contradições na fala do militar. Mauro Cid negou saber da existência de um , mas segundo relatório da PF, em conversa de WhatsApp no dia 8 de dezembro de 2022, o general Mário Fernandes, autor do plano de assassinato, relata a Cid que conversou com Jair Bolsonaro. Segundo Fernandes, no diálogo, o presidente citou que o dia 12 - data da diplomação de Lula no TSE - não seria uma restrição e que qualquer ação poderia acontecer até 31 de dezembro. Ele ainda relata que, diante da resposta, disse a Bolsonaro: "pô, presidente, mas quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades". + Fernandes então pede ajuda a Cid: "conversa com o presidente, cara!". E o ex- ajudante de ordens responde: "pode deixar, general. Vou conversar com o presidente". No mesmo dia da troca de mensagens, 8 de dezembro de 2022, os dados de controle de acesso confirmam que Fernandes permaneceu por 40 minutos no Alvorada. Mauro Cid fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em setembro do ano passado. O militar havia sido preso em maio, do mesmo ano, por falsificação dos cartões de vacina dele, da esposa e das duas filhas. Com o acordo aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, Cid deixou a prisão com uso de tornozeleira eletrônica e foi proibido de se comunicar com outros investigados. + Ao longo dos últimos meses, as informações do ex-ajudante de ordens têm sido usadas em investigações sobre os desvios de presentes oficiais - como joias e relógios de luxo - recebidos por Jair Bolsonaro e por ministros, além do inquérito sobre o planejamento de um golpe de Estado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/moraes-mantem-delacao-apos-mauro-cid-esclarecer-contradicoes-apontadas-pela-pf