Justiça

Justiça manda soltar líder de esquema de fraude bancária e outros 14 investigados

Thiago Branco de Azevedo, o “Ralado”, é apontado como chefe de articulação que teria causado um prejuízo estimado em R$ 500 milhões

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Thiago Branco de Azevedo, o "Ralado" | Reprodução

A Justiça de São Paulo determinou na terça-feira (31) a soltura de 15 pessoas que estavam presas preventivamente desde a última quarta (25) pela Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes bancárias que teria causado um prejuízo estimado em R$ 500 milhões. Entre eles está Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado” e apontado como um dos líderes do esquema.

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Um dos alvos de busca e apreensão pela operação na última semana foi o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e seu ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini. Eles não foram presos. O Fictor ganhou notoriedade por ter feito uma proposta de aquisição do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro.

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, considerou que, como o delito desses investigados não envolve “violência ou grave ameaça” e não há antecedentes criminais, a concessão de liberdade com medidas cautelares é considerada “suficiente".

As fraudes investigadas pela PF miram a Caixa Econômica Federal a partir da cooptação de funcionários de instituições financeiras e do uso de empresas para movimentação de valores e ocultação da origem de recursos ilícitos. A investigação começou em 2024.

Entre as cautelares estão a entrega de passaporte, proibição de contatos entre os investigados e o impedimento de acessar sistemas da Caixa.

São eles:

  • Andre Eduardo Brito Monteiro;
  • Alexander Amorim de Almeida;
  • Wagner Siscaro;
  • Bruno Carvalho de Oliveira;
  • Raphael Abrantes do Lago;
  • Debora de Souza Garcia;
  • Andressa Alves Prado;
  • Karla Regina Martins Secundo;
  • Sarah Tais Barbosa;
  • Juliana Ramos Destacio;
  • Glaucia Juliana Iglesias de Azevedo;
  • Thiago Branco de Azevedo;
  • Julio Ricardo Iglesias Oriolo;
  • Rivaldo Jose de Oliveira Zumbaio; e
  • Paulo Junior Ferraz.

Em contrapartida, a magistrada manteve a prisão preventiva de outros 5 investigados por considerar que há risco de evasão.

São eles:

  • Pedro Guilherme Gosmim;
  • Luiz Guilherme da Silva Fermino;
  • Igor Gustavo Martins Avela;
  • Ariovaldo Alves de Assis Negreiros Junior; e
  • Carlos Ramiro Rodrigues.

O esquema

O golpe era realizado a partir da inserção de dados falsos nos sistemas bancários para permitir saques e transferências indevidas. Esse dinheiro era utilizado para a compra de artigos de luxo e criptomoedas, o que dificulta o rastreamento.

Para desarticular a organização, a PF apreendeu e bloqueou ativos financeiros que somam R$ 47 milhões, incluindo imóveis e veículos. Esses bens foram rastreados depois da quebra do sigilo bancário de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas investigadas.

Segundo a corporação, os suspeitos podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. As penas somadas podem chegar a 50 anos.

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