Grávida de quíntuplos é autorizada pela Justiça de SP a fazer interrupção parcial da gestação
Mulher fez fertilização in vitro de 2 embriões, mas eles se dividiram e formaram 5; resolução do CFM proíbe redução embrionária
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Emanuelle Menezes
Caso é considerado raro por médicos | Unsplash
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Uma grávida de quíntuplos foi autorizada pela Justiça de São Paulo a fazer uma interrupção parcial da gestação, por causa do risco para ela e para os fetos. A decisão, que é provisória, foi tomada pelo desembargador Luís Geraldo Lanfredi, da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
A mulher fez uma fertilização in vitro em abril de 2024, implantando dois embriões no procedimento. Contudo, em um caso considerado raro, os dois embriões implantados se dividiram e formaram cinco, separados em dois sacos gestacionais (um com dois e outro com três embriões).
O médico que acompanha a grávida, em parecer, disse que a mulher não suportaria a gestação de quíntuplos, por causa de sua idade e de condições clínicas. Haveria, portanto, grande risco para a vida dela e alto risco de morte para os fetos.
A defesa da gestante entrou com um pedido para redução embrionária (uma espécie de aborto parcial). Nesse caso, ela seguiria com a gestação de pelo menos dois embriões.
Na decisão, o desembargador defendeu que essa é uma "espécie de 'luz no fim do túnel' para o casal" e determinou, de forma urgente, a expedição do alvará pelo juiz de primeira instância.
Conselho Federal de Medicina tem resolução que impede a redução embrionária
A grávida procurou a Justiça para garantir a interrupção parcial por causa de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A Resolução n. 2320/2022 proíbe a redução embrionária em casos de gravidez múltipla decorrentes de técnicas de reprodução assistida (como a fertilização in vitro).
Apesar da decisão do CFM, a legislação brasileira autoriza o aborto em casos em que a gravidez gere risco de vida à gestante. A interrupção da gravidez também é garantida quando ela é decorrente de estupro ou quando o feto é anencéfalo (sem cérebro) ou tem uma condição incompatível com a vida.
Grávida de quíntuplos é autorizada pela Justiça de SP a fazer interrupção parcial da gestaçãoMulher fez fertilização in vitro de 2 embriões, mas eles se dividiram e formaram 5; resolução do CFM proíbe redução embrionáriaJustiça2024-06-03T20:08:17.319Z Uma grávida de quíntuplos foi autorizada pela Justiça de São Paulo a fazer uma interrupção parcial da gestação, por causa do risco para ela e para os fetos. A decisão, que é provisória, foi tomada pelo desembargador Luís Geraldo Lanfredi, da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A mulher fez uma fertilização in vitro em abril de 2024, implantando dois embriões no procedimento. Contudo, em um caso considerado raro, os dois embriões implantados se dividiram e formaram cinco, separados em dois sacos gestacionais (um com dois e outro com três embriões). O médico que acompanha a grávida, em parecer, disse que a mulher não suportaria a gestação de quíntuplos, por causa de sua idade e de condições clínicas. Haveria, portanto, grande risco para a vida dela e alto risco de morte para os fetos. A defesa da gestante entrou com um pedido para redução embrionária (uma espécie de aborto parcial). Nesse caso, ela seguiria com a gestação de pelo menos dois embriões. Na decisão, o desembargador defendeu que essa é uma "espécie de 'luz no fim do túnel' para o casal" e determinou, de forma urgente, a expedição do alvará pelo juiz de primeira instância. Conselho Federal de Medicina tem resolução que impede a redução embrionária A grávida procurou a Justiça para garantir a interrupção parcial por causa de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A Resolução n. 2320/2022 proíbe a redução embrionária em casos de gravidez múltipla decorrentes de técnicas de reprodução assistida (como a fertilização in vitro). Apesar da decisão do CFM, a legislação brasileira autoriza o aborto em casos em que a gravidez gere risco de vida à gestante. A interrupção da gravidez também é garantida quando ela é decorrente de estupro ou quando o feto é anencéfalo (sem cérebro) ou tem uma condição incompatível com a vida.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/gravida-de-quintuplos-e-autorizada-pela-justica-de-sp-a-fazer-interrupcao-parcial-da-gestacao
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