Justiça

Defesa de cunhado de Vorcaro pede para STF trocar prisão por medidas cautelares

Advogados dizem que Supremo não analisou argumentos contrários à detenção de Fabiano Zettel em julgamento

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Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro | Reprodução

A defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, disse nesta terça-feira (17) esperar que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analise um pedido para trocar a prisão preventiva do investigado em medidas cautelares.

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O pedido não foi analisado no julgamento virtual do Supremo que trata da prisão de Zettel, Vorcaro e um policial federal aposentado por crimes investigados no contexto das fraudes do Banco Master.

"A defesa de Fabiano Zettel aguarda a apreciação do pedido de substituição da prisão por medidas cautelares pela 2ª Turma do STF, cujos votos até então apresentados limitaram-se a apreciar os fundamentos invocados pela defesa de Daniel Vorcaro", diz a defesa do investigado.

Os advogados de Zettel argumentam não haver contemporaneidade dos fatos atribuídos ao investidor e pastor evangélico. Para eles, o tratamento dado a outros investigados que não estão presos mostra a "ausência de risco em sua liberdade e a suficiência das medidas cautelares diversas da prisão".

Maioria com Mendonça

Em seu voto no julgamento, o ministro André Mendonça citou, em detalhes, um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro contra a prisão preventiva do banqueiro.

O relator rebateu ponto a ponto e defendeu que sua decisão pela prisão de Vorcaro e outros fosse mantida pela Segunda Turma do Supremo.

Apesar de dar evidência aos argumentos da defesa de Vorcaro, o recurso não é julgado neste momento. André Mendonça decidiu tratar dos pontos para não deixar dúvidas sobre seu posicionamento.

A Segunda Turma do STF já formou maioria para manter Vorcaro e Zettel presos. Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator. Dias Toffoli se declarou suspeito, e Gilmar Mendes prepara um longo voto para dar recados sobre suas preocupações com a condução das investigações sobre o caso Master.

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