Justiça

André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para presídio federal em Brasília

Banqueiro está preso em Potim II, no interior de São Paulo, após ser transferido do CDP de Guarulhos

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Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Divulgação
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O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (5) a transferência imediata do banqueiro André Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília.

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Vorcaro foi transferido nesta quinta-feira (5) para o presídio de Potim II, no interior de São Paulo. Ele estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos (SP), desde a terceira fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), na quarta (4).

A PF havia solicitado a transferência alegando riscos à integridade física de Vorcaro.

Na decisão, Mendonça diz que a penitenciária de Brasília, a mais recente das cinco de segurança máxima em operação no país, é melhor equipada para impedir Vorcaro de “mobilizar redes de influência" para interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais”.

Além disso, alega também que o presídio está mais próximo à sede do Supremo e da PF, permitindo um acompanhamento mais direto da execução da custódia.

Nesse contexto, a custódia do investigado em unidade prisional dotada de regime de segurança diferenciado e monitoramento mais rigoroso revela-se medida apta a preservar a efetividade da prisão preventiva e a mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação, inclusive, e pelas mesmas razões, servindo como forma de melhor garantir da integridade física do próprio preso", diz o despacho.

Mendonça demanda que a ordem seja comunicada aos dois presídios, à defesa de Vorcaro, à Secretaria Nacional de Políticas Penais e à Procuradoria-Geral do República (PGR) com efeito imediato.

Milícia privada

Vorcaro foi alvo de prisão preventiva na quarta por chefiar uma milícia privada com o objetivo de ameaçar e coagir pessoas que considerava adversários, segundo investigação da PF. As mensagens foram extraídas de apenas 1 dos 6 aparelhos de celular que estão em posse da Polícia Federal.

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