Justiça

Mauro Cid é esperado hoje na PF para falar sobre ataque hacker

Ex-ajudante de Bolsonaro será interrogado no inquérito que apura suposto plano de invadir urnas eletrônicas

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Camila Stucaluc
28/08/2023, 11:02 • Atualizado em 31/10/2023, 22:16
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Mauro Cid está preso desde maio deste ano, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação | Agência Brasil

Mauro Cid está preso desde maio deste ano, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação | Agência Brasil

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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deve prestar um novo depoimento à Polícia Federal nesta 2ª feira (28.ago). Desta vez, o militar será ouvido no inquérito que apura as ações do hacker Walter Delgatti Neto, preso por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Isso porque, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, Delgatti afirmou que recebeu "carta branca" para buscar fragilidades nas urnas eletrônicas. Segundo o hacker, a invasão ao sistema foi autorizada em agosto de 2022 por Bolsonaro, que garantiu anistia a ele caso o crime fosse descoberto.

"Ele [Bolsonaro] falava que eu precisava fazer isso pela liberdade do povo. Tinha aquela manipulação 'se não o resultado será a ruptura e será um resultado ruim para todos nós'. E fazia uma comparação à Venezuela", relatou o hacker.

Com a declaração, a Polícia Federal apura se Cid, como auxiliar de confiança de Bolsonaro, esteve presente no encontro entre o ex-presidente e Delgatti. Os agentes procuram ainda mais informações sobre as reuniões de Bolsonaro e a deputada federal Carla Zambelli (PL), que também teria debatido um plano para contestar a efetividade do sistema eleitoral.

+ Semana terá dois depoimentos de Bolsonaro à Polícia Federal

Mauro Cid está preso desde maio deste ano, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação de familiares e de Bolsonaro. O militar também é investigado no inquérito que apura a venda ilegal de joias recebidas pelo ex-presidente. Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu Cid de ter qualquer tipo de contato com o ex-presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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