Mauro Cid é esperado hoje na PF para falar sobre ataque hacker
Ex-ajudante de Bolsonaro será interrogado no inquérito que apura suposto plano de invadir urnas eletrônicas

Mauro Cid está preso desde maio deste ano, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação | Agência Brasil
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deve prestar um novo depoimento à Polícia Federal nesta 2ª feira (28.ago). Desta vez, o militar será ouvido no inquérito que apura as ações do hacker Walter Delgatti Neto, preso por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Isso porque, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, Delgatti afirmou que recebeu "carta branca" para buscar fragilidades nas urnas eletrônicas. Segundo o hacker, a invasão ao sistema foi autorizada em agosto de 2022 por Bolsonaro, que garantiu anistia a ele caso o crime fosse descoberto.
"Ele [Bolsonaro] falava que eu precisava fazer isso pela liberdade do povo. Tinha aquela manipulação 'se não o resultado será a ruptura e será um resultado ruim para todos nós'. E fazia uma comparação à Venezuela", relatou o hacker.
Com a declaração, a Polícia Federal apura se Cid, como auxiliar de confiança de Bolsonaro, esteve presente no encontro entre o ex-presidente e Delgatti. Os agentes procuram ainda mais informações sobre as reuniões de Bolsonaro e a deputada federal Carla Zambelli (PL), que também teria debatido um plano para contestar a efetividade do sistema eleitoral.
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Mauro Cid está preso desde maio deste ano, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação de familiares e de Bolsonaro. O militar também é investigado no inquérito que apura a venda ilegal de joias recebidas pelo ex-presidente. Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu Cid de ter qualquer tipo de contato com o ex-presidente e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.















