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Laudo da PF indica que Ibaneis Rocha não foi conivente a atos de 8 de janeiro

Governador afastado do DF teve celular periciado; análise aponta ações adotadas no dia da invasão

Laudo da PF indica que Ibaneis Rocha não foi conivente a atos de 8 de janeiro
Ibaneis Rocha
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O laudo da Polícia Federal que analisou mensagens do celular de Ibaneis Rocha (MDB) indica que o governador afastado do Distrito Federal não foi conivente com os ataques de 8 de janeiro em Brasília. As informações constam em laudo ao qual o SBT News acessou nesta 5ª feira (9.dez). A análise da Polícia Federal não identificou mensagem que aponte omissão de Ibaneis ou alguma alteração dolosa do plano de segurança. 

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Ibaneis é investigado pela PF por suposta omissão dolosa na segurança do DF durante os atos. Ele o ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres - que era ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL) -, o ex-comandante da PM Fábio Vieira, entre outros, são alvos.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afastou Ibaneis do cargo logo após as invasões do dia 8. A PF havia realizado buscas em endereços de Ibaneis, que entregou seu celular para ser analisado. Desde o início das apurações, ele nega ter se omitido. Torres, que está preso desde o dia 14 de janeiro, também nega ter sido omisso.

"Pela análise da mídia disponível, considerando todo exposto, de forma cronológica, a investigação não revelou atos do governador Ibaneis em mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do governo federal ou mesmo de impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão", diz trecho do laudo da PF.

A PF avaliou o conteúdo do celular dos dias 7 e 8 do último mês, véspera e dia dos atos golpistas. Foram feitas 36 ligações realizadas pelo governador no período, como contatos com autoridades locais e nacionais. Entre os nomes estão a presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), os ministros Defesa e da Justiça, José Múcio e Flávio Dino, além do secretário de Segurança Interino Fernando Souza e a vice-governadora do DF Celina Leão.

texto
Trecho de análise da PF ao qual o SBT News consultou

O laudo também lista outras mensagens de autoridades enviadas a Ibaneis solicitando segurança na Praça dos Três Poderes. Uma delas foi a presidente do Supremo, ministra Rosa Weber. Em mensagem enviada às 16h25, ela escreve. "Já entraram no Congresso!"

Dois minutos depois, Ibaneis responde e tenta tranquilizá-la. "Coloquei todas as forças de segurança nas ruas."

A presidente do STF responde e explica o motivo do contato. "O Secretário de Segurança do DF está de férias por isso o contato direto com o senhor!" 

O governador afastado diz: "Estamos cuidando".

Logo na sequência desta conversa, Ibaneis aciona o então secretário interino de Segurança do DF Fernando Oliveira - que substituiu Torres, em férias nos Estados Unidos - e manda prender os "vagabundos".

"Coloca tudo na rua", escreve o então governador, às 16h39. 

"Tira esses vagabundos do congresso e prensa o máximo possível", Ibaneis Rocha (MDB), governador afastado do DF, no dia 8/1, para o secretário interino de Segurança 

O secretário interino Fernando Oliveira enviou um áudio em resposta e diz que colocou a tropa nas ruas e comunica sua preocupação. "Ô governador, já coloquei toda tropa na rua."

"Governador Ibaneis, a situação está bem crítica aqui...eu queria ver com o senhor o acionamento da Força Nacional e talvez do Exército...porque assim...tá monitorando em grupo que eles estão chamando mais gente pra poder invadir os locais, né...tem uma rede associada então que queria ver com o senhor a possibilidade de acionamento do Exército e da Força Nacional."

Leia também:

+ Ibaneis presta depoimento na sede da PF sobre atos golpistas

+ Documento encontrado na casa de Torres será usado como prova. Veja fotos

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