Justiça

Delegado que combatia pirataria é preso por cobrar propina no Rio

Operação cumpre 8 mandados de prisão preventiva, sendo 5 de policiais, e 19 de busca e apreensão

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SBT News
30/06/2021, 10:04 • Atualizado em 30/10/2023, 22:58
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Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) Divulgação

Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) Divulgação

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Operação deflagrada nesta 4ª feira (30.jun), a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, cumpre 8 mandados de prisão preventiva, sendo 5 policiais, e 19 de buscas e apreensão. 

Chamada de operação "Carta de Corso", a investigação descobriu que o delegado titular da Delegacia do Consumidor, Maurício Demétrio, comandava uma organização composta por outros policiais civis, um perito criminal e particulares,  que cobrava propina de comerciantes que vendiam produtos falsificados. 

Segundo o MP, a organização surgiu na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) da Polícia Civil do Rio e agiu entre março de 2018 e março de 2021.

"Ao invés de reprimir a prática de delitos, em especial a "pirataria", os acusados os praticava, exigindo dos lojistas da famosa Rua Teresa em Petrópolis o pagamento de vantagens ilegais para permitir que continuassem comercializando "roupas piratas" (falsificadas)", afirma o Ministério Público.

O esquema da organização funcionava em dois núcleos comandados pelo delegado Maurício. Um deles era composto pelos operadores: Alex Sandro Gonçalves Simonete, Ana Cristine de Amaral Fonseca e Rodrigo Ramalho Diniz, que ameaçavam e recolhiam a propina dos comerciantes.

O outro grupo, formado pelos policiais Celso de Freitas Guimarães Junior, Vinicius Cabral de Oliveira e Luiz Augusto Nascimento Aloise e o perito José Alexandre Duarte,  era responsável por subverter a estrutura da polícia civil em instrumento da organização criminosa, executando diligências policiais como forma de represália aos lojistas que se recusavam a pagar os valores exigidos, chegando ao ponto de forjar provas e produzir laudo falso.

O delegado Maurício e os demais investigados vão responder por vários crimes cujas penas somadas superam 30 anos de reclusão e perda do cargo público. Segundo o MP, a propina era utilizada na compra de carros de luxo e padrão de vida incompatível com os salários dos policiais envolvidos.

Em março, Maurício Demétrio tentou obstruir a justiça criando uma operação fake contra o colega delegado Marcelo Machado. Em nota, o Ministério Público informou que "Ao incriminar falsamente o colega Marcelo Machado e seu sócio Alfredo e caluniar outros delegados e testemunhas, cujos nomes nem mesmo constavam no inquérito policial e na medida cautelar que levaram à deflagração da operação, Maurício Demetrio agiu para retirar a credibilidade das testemunhas e a fiabilidade dos relatos já prestados, impingir mácula falsa à
atuação dos investigadores e coagir moralmente estes indivíduos, embaraçando as investigações em curso." 

Relembre o caso na reportagem do SBT Rio:

Veja reportagem do SBT Brasil:

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