Brasil

Aluguel dispara no Brasil e pesa no bolso de famílias

Alta dos aluguéis chega a 9,44% em 2025, impulsionada pelo mercado de trabalho aquecido e pela dificuldade de acesso à casa própria

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O preço do aluguel residencial subiu em todo o Brasil em 2025 e está pressionando o orçamento das famílias.

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No bairro de Mirandópolis, na zona sul de São Paulo, a auxiliar administrativa Suzane Ferreira e o noivo sentiram o impacto na pele: após 30 meses de contrato, o aluguel do apartamento de 60 m² saltou quase 30%.

Suzane mora em um apartamento de dois quartos, bem localizado e arborizado — exatamente como o casal queria. Mas quando o contrato completou 30 meses, o proprietário pediu 30% de aumento no aluguel.

Após negociação, o reajuste caiu para 25%, ainda assim um choque no orçamento da família. Eles chegaram a pensar em se mudar, mas desistiram:

“Pesquisei vários imóveis na região, mas todos estavam ainda mais caros do que o aumento proposto”, conta Suzane.

Quanto o aluguel subiu no Brasil?

Segundo o Índice FipeZap de Aluguel Residencial, os novos contratos tiveram aumento médio de 9,44% em 2025 — praticamente o dobro do IPCA, a inflação oficial usada como referência para reajustes de contratos antigos.

O levantamento analisou anúncios em 36 cidades brasileiras: 34 registraram alta nos aluguéis e 21 das 22 capitais pesquisadas tiveram aumento de preços.

A economista do Grupo OLX, Paula Reis, aponta dois fatores principais: mercado de trabalho aquecido, onde mais pessoas conseguiram emprego e tiveram aumento de renda, o que elevou a demanda por moradia e dificuldade para comprar a casa própria

Com a taxa Selic em 15% ao ano, o financiamento imobiliário ficou mais caro. Isso faz mais gente continuar no aluguel — e quanto maior a demanda, mais sobem os preços.

Os aluguéis vão continuar subindo?

Apesar do aumento expressivo em 2025, a alta foi menor do que em 2024.

Segundo a economista, os aluguéis tendem a subir menos daqui para frente porque muitos proprietários já recompuseram valores que ficaram defasados durante a pandemia.

As capitais com metro quadrado mais caro para alugar continuam sendo:

  • Belém
  • São Paulo
  • Recife

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