Defesa de ministro do STJ acusado de assédio critica "vazamentos de informações sigilosas"
Nota divulgada nesta sexta cobra respeito às investigações e diz que magistrado apresentará provas de defesa "no momento oportuno"; Buzzi tirou licença médica
Victor Schneider
06/02/2026, 17:32 • Atualizado em 06/02/2026, 17:32
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O ministro Marco Buzzi, do STJ | Divulgação/Sérgio Amaral/STJ
Os advogados do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de importunar sexualmente uma jovem de 18 anos, criticaram em nota nesta sexta-feira (6) o que chamaram de "tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação".
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"Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por 'juízes' e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal", diz o comunicado.
A nota é assinada pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, João Costa Ribeiro Filho e João Pedro de Souza Mello, contratados para defender o ministro. A defesa diz ainda aguardar o "momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas".
O STJ e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)abriram sindicâncias nesta semana para apurar a denúncia de assédio sexual do ministro contra a jovem durante uma viagem de férias a Balneário Camboriú (SC). Outra investigação sobre o caso foi aberta no STF sob relatoria do ministro Nunes Marques.
A vítima, que não teve a identidade revelada, prestou depoimento nessa quinta (5) ao CNJ para apresentar sua versão do caso. A defesa da jovem é coordenada pelo advogado Daniel Bialski, conhecido por já ter representado o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).
Na noite de quarta (4), após a publicação do caso pela revista Veja,Buzzi, de 68 anos, apresentou licença médica de 10 dias e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília. O hospital informou que o ministro deu entrada com quadro com sintomas de palpitação e precordialgia (dor no peito) e não tem previsão de alta. Ele tem histórico de problemas cardíacos e fez operações recentes para colocar um marca-passo e stents no coração.
O SBT News apurou que ainda não há data certa para que Buzzi preste seu depoimento na sindicância. A expectativa é que isso ocorra após o término da licença médica, que pode ser estendida a depender do quadro de saúde do ministro.
Leia a nota:
"É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal. A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.
Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi."
Defesa de ministro do STJ acusado de assédio critica "vazamentos de informações sigilosas"Nota divulgada nesta sexta cobra respeito às investigações e diz que magistrado apresentará provas de defesa "no momento oportuno"; Buzzi tirou licença médicaJustiça2026-02-06T17:32:28.125ZOs advogados do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), , criticaram em nota nesta sexta-feira (6) o que chamaram de "tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação". "Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por 'juízes' e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal", diz o comunicado. A nota é assinada pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, João Costa Ribeiro Filho e João Pedro de Souza Mello, contratados para defender o ministro. A defesa diz ainda aguardar o "momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas". O nesta semana para apurar a denúncia de assédio sexual do ministro contra a jovem durante uma viagem de férias a Balneário Camboriú (SC). Outra investigação sobre o caso foi aberta no STF sob relatoria do ministro Nunes Marques. A vítima, que não teve a identidade revelada, prestou depoimento nessa quinta (5) ao CNJ para apresentar sua versão do caso. A defesa da jovem é coordenada pelo advogado Daniel Bialski, conhecido por já ter representado o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Na noite de quarta (4), após a publicação do caso pela revista Veja, Buzzi, de 68 anos, apresentou licença médica de 10 dias e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília. O hospital informou que o ministro deu entrada com quadro com sintomas de palpitação e precordialgia (dor no peito) e não tem previsão de alta. Ele tem histórico de problemas cardíacos e fez operações recentes para colocar um marca-passo e stents no coração. O SBT News apurou que ainda não há data certa para que Buzzi preste seu depoimento na sindicância. A expectativa é que isso ocorra após o término da licença médica, que pode ser estendida a depender do quadro de saúde do ministro. Leia a nota: "É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal. A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas. Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/defesa-de-ministro-do-stj-acusado-de-assedio-critica-vazamentos-de-informacoes-sigilosas