Justiça

Defesa de ministro do STJ acusado de assédio critica "vazamentos de informações sigilosas"

Nota divulgada nesta sexta cobra respeito às investigações e diz que magistrado apresentará provas de defesa "no momento oportuno"; Buzzi tirou licença médica

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O ministro Marco Buzzi, do STJ | Divulgação/Sérgio Amaral/STJ

Os advogados do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de importunar sexualmente uma jovem de 18 anos, criticaram em nota nesta sexta-feira (6) o que chamaram de "tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação".

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"Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por 'juízes' e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal", diz o comunicado.

A nota é assinada pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, João Costa Ribeiro Filho e João Pedro de Souza Mello, contratados para defender o ministro. A defesa diz ainda aguardar o "momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas".

O STJ e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriram sindicâncias nesta semana para apurar a denúncia de assédio sexual do ministro contra a jovem durante uma viagem de férias a Balneário Camboriú (SC). Outra investigação sobre o caso foi aberta no STF sob relatoria do ministro Nunes Marques.

A vítima, que não teve a identidade revelada, prestou depoimento nessa quinta (5) ao CNJ para apresentar sua versão do caso. A defesa da jovem é coordenada pelo advogado Daniel Bialski, conhecido por já ter representado o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Na noite de quarta (4), após a publicação do caso pela revista Veja, Buzzi, de 68 anos, apresentou licença médica de 10 dias e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília. O hospital informou que o ministro deu entrada com quadro com sintomas de palpitação e precordialgia (dor no peito) e não tem previsão de alta. Ele tem histórico de problemas cardíacos e fez operações recentes para colocar um marca-passo e stents no coração.

O SBT News apurou que ainda não há data certa para que Buzzi preste seu depoimento na sindicância. A expectativa é que isso ocorra após o término da licença médica, que pode ser estendida a depender do quadro de saúde do ministro.

Leia a nota:

"É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação. Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido. Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por "juízes" e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal. A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi."

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