Após inconsistências, PGR entra em delação de Maurício Camisotti e irá refazer acordo com PF
Empresário foi preso em operação da PF que investiga fraudes em descontos associativos irregulares



Basília Rodrigues
Cézar Feitoza
A delação do empresário Maurício Camisotti, sobre a fraude no INSS, será refeita pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). A informação foi repassada por fontes do caso ao SBT News.
A PF, que firmou a delação, pediu o reinício das tratativas, dessa vez com a participação da PGR. Fontes informaram à reportagem que foram identificadas inconsistências no processo.
Desde o início, a PGR reivindica que deveria estar presente nos depoimentos, o que não aconteceu.
Dessa forma, a delação começará de novo. Com a PGR agora no processo, novos depoimentos podem ser solicitados. Fontes da procuradoria afirmaram que podem seguir uma nova abordagem que talvez ainda não tenha sido vista pela PF. Não há informação definida sobre os novos rumos.
A devolução da colaboração foi solicitada pela Polícia Federal na última semana. A PGR concordou com o pedido, e André Mendonça determinou a entrega dos documentos para a PF.
A corporação usou como argumento a necessidade de fazer ajustes na delação. A principal mudança é a inclusão da PGR, que agora poderá discutir em conjunto com a PF os termos da colaboração ---como os benefícios que devem ser concedidos a Camisotti.
Como o SBT News revelou, Camisotti se comprometeu no acordo assinado com a PF a devolver R$ 400 milhões.
Camisotti é empresário da área da saúde. Ele controlava entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com as fraudes. Não há expectativa de prazo para que a delação seja concluída. Depois de ser refeita, o material ainda precisa ser validado pelo ministro André Mendonça.









