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Resenha: 'Resident Evil Requiem' é mais um grande acerto da Capcom em 2026

Jogo traz uma imersão cinematográfica e um sistema de combate inovador com dois protagonistas marcantes

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Vinícius Gobira
22/04/2026, 20:01 • Atualizado em 22/04/2026, 20:01
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Resenha: 'Resident Evil Requiem' é mais um grande acerto da Capcom em 2026

A franquia Resident Evil sempre foi sinônimo de inovação e adaptação, com a Capcom explorando novas mecânicas e formas de contar histórias a cada novo título. Resident Evil Requiem chega como uma das edições mais polidas da série, não só celebrando os 30 anos da franquia, mas também oferecendo uma experiência que combina o melhor dos jogos clássicos com a evolução moderna do gênero survival horror.

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Neste review, analisamos o que faz deste jogo uma das melhores entradas da série, com uma jogabilidade imersiva, personagens cativantes e uma história que mantém os fãs antigos e novos conectados.

História envolvente e dois protagonistas em perfeita sintonia

A principal novidade de Resident Evil Requiem é a inclusão de dois protagonistas jogáveis: Grace Ashcroft, uma agente do FBI com um passado trágico, e Leon S. Kennedy, o veterano que já se tornou um ícone da série. A história se desenrola de maneira fluida, alternando entre os pontos de vista de Grace e Leon, o que mantém a narrativa dinâmica e interessante.

Cada um tem sua própria jornada, com suas motivações e obstáculos pessoais, e a transição entre os dois personagens é bem equilibrada. Ao contrário de outras tentativas de narrativa com múltiplos protagonistas, onde o ritmo pode sofrer, Resident Evil Requiem consegue manter a continuidade da história sem perder o foco.

Grace Ashcroft: Uma nova protagonista com uma jogabilidade de alto impacto

A jogabilidade de Grace traz uma experiência de survival horror mais pura e atmosférica, lembrando muito a sensação de Resident Evil 7. A câmera em primeira pessoa permite ao jogador se imergir no terror de cada ambiente escuro e silencioso, com o medo de que algo possa aparecer a qualquer momento.

Grace, como agente do FBI, tem habilidades de combate e investigação, mas sua fragilidade emocional adiciona um extra de tensão. A sensação de vulnerabilidade é constante, o que torna cada batalha ainda mais angustiante. O jogo faz um excelente trabalho ao aproveitar os sons do ambiente, os estalos de portas e o eco de cada passo para manter a tensão sempre no topo.

Leon S. Kennedy: A ação frenética e o retorno ao estilo clássico

Por outro lado, a jogabilidade de Leon em Resident Evil Requiem nos remete à ação mais frenética que vimos em Resident Evil 4. Leon é mais robusto e habilidoso, com movimentos rápidos e eficazes, e uma variedade de armas poderosas à disposição.

A introdução de um machado para parry e finalizações com estilo de John Wick dá um toque cinematográfico à sua jogabilidade. A transição entre a calma tensa de Grace e a ação imersiva de Leon é muito bem executada, proporcionando ao jogador uma experiência equilibrada entre sustos e adrenalina.

O monstro e os zumbis: um pesadelo ainda mais apavorante

O retorno dos zumbis é um ponto alto de Resident Evil Requiem. A Capcom fez um trabalho incrível ao criar inimigos que não são apenas ameaçadores pela aparência, mas também pelas suas ações e interações com o ambiente.

Um exemplo é o zumbi que pode desligar as luzes em uma sala, criando uma experiência mais estratégica para o jogador. O sistema de recursos também é bem trabalhado: como Grace, você deve ser cauteloso ao gastar munição, e cada escolha de como lidar com os inimigos tem um peso significativo no desenrolar da história.

Resident Evil Requiem se destaca por sua fluidez no controle e design de combate. A movimentação dos personagens, as animações detalhadas e a variedade de armas e habilidades proporcionam uma jogabilidade divertida e imersiva. O jogo oferece uma ótima mistura de exploração, resolução de quebra-cabeças e combate, mantendo a fórmula que fez a franquia famosa, mas aprimorando alguns elementos.

Impressões pessoais: Uma jornada nostálgica e aterrorizante

A minha história com Resident Evil começou no PS1, quando jogava os clássicos RE 1, 2 e 3 com meu irmão e primos. Naquela época, eu tinha muito medo de jogar, mas adorava acompanhar. O primeiro que de fato joguei foi Resident Evil 4, mas, mesmo com o medo, a experiência foi inesquecível.

Após muitos anos, Resident Evil 7 foi o jogo que realmente me trouxe de volta para a franquia, e posso afirmar que foi um dos melhores títulos recentes da série. Requiem traz muito desse feeling, especialmente com Grace, cuja jogabilidade remete ao que vimos em Resident Evil 7, ao mesmo tempo em que, com Leon, temos a ação intensa de Resident Evil 4, mas com uma dose a mais de frenesi e emoção.

Conclusão: Mais um acerto da Capcom em 2026

Em sua essência, Resident Evil Requiem é a celebração perfeita de 30 anos de história. A Capcom conseguiu equilibrar os melhores elementos da franquia, com uma jogabilidade sólida, uma narrativa que cativa e personagens que nos fazem querer mais.

O jogo pode ser mais curto do que outros da série, mas sua qualidade e o equilíbrio entre os dois protagonistas fazem a experiência ser rica e satisfatória. Resident Evil Requiem é um jogo que, sem dúvida, todo fã de survival horror deve experimentar.

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