Eleições

TRE-MG vai apurar uso de celular por Zema durante votação

Presidente do tribunal diz que conduta é irregular, pode configurar crime e afirma que caso não ficará sem apuração

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Naiara Ribeiro
Zema descumpre regra e leva celular para cabine de votação | Reprodução

Zema descumpre regra e leva celular para cabine de votação | Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) vai apurar o uso de celular pelo candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) dentro da cabine de votação neste domingo (4). O presidente do tribunal, Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a prática é irregular, pode ser considerada crime e levar à detenção.

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“Em primeiro lugar, valem as regras, e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir um veredito”, afirmou.
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Zema foi flagrado com o aparelho na mão enquanto votava na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba. As imagens mostram o candidato consultando o celular durante a votação.

A Justiça Eleitoral proíbe celulares dentro da cabine para garantir o sigilo do voto e evitar situações como a compra de votos. Antes de ir até a urna, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo com os mesários. A medida impede, por exemplo, que alguém fotografe o voto para comprovar a escolha de um candidato. A proibição também vale para câmeras e outros equipamentos que possam registrar o voto. A regra está prevista na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e foi detalhada para este ano pela Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No caso de Zema, Braga explicou que os fatos serão analisados primeiro pelo juiz eleitoral. Se o episódio chegar ao TRE-MG, o tribunal decidirá quais providências serão tomadas. “Nós vamos apurar os fatos e, uma vez apurados pelo juiz eleitoral e isso chegando ao nosso conhecimento no tribunal, nós tomaremos as providências”, disse.

O presidente afirmou ainda que os mesários foram orientados a evitar a entrada de celulares na cabine e disse que, se o episódio ocorreu dessa forma, houve uma sucessão de equívocos que será apurada pela Justiça Eleitoral.

Braga também garantiu que o caso será analisado pela Justiça Eleitoral. “Isso não passará ao desconhecimento da Justiça Eleitoral, isso posso garantir aos senhores.”

Após votar, Zema disse que o celular “faz parte” dele e afirmou que usa o aparelho diariamente. “Se tivessem me avisado, eu não teria entrado na sala com o celular”, declarou.

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