Eleições

Presidente do PT diz que Lula irá a debates no 2º turno

Edinho afirmou que petista nunca disse que participaria dos debates do 1º turno e criticou o modelo; sobre Estela Aranha, negou qualquer favorecimento dela

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Caroline Vale
Presidente nacional do PT, Edinho Silva. | Imagem: SBT News

Presidente nacional do PT, Edinho Silva. | Imagem: SBT News

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará dos debates caso a eleição presidencial vá para o segundo turno. Segundo ele, o objetivo será promover um confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL).

“No 2º turno, ele vai nos debates, não sei se ele terá agenda pra ir em todos, mas ele vai no 2º turno. Porque vai ter o confronto direto dele com o Flávio. E é o que ele quer, que o povo brasileiro veja a diferença”, afirmou Edinho durante coletiva de imprensa.

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O dirigente petista disse que a ausência de Lula nos debates do primeiro turno já havia sido anunciada e, por isso, não foi uma surpresa. Segundo Edinho, o presidente sempre criticou o atual modelo de debates por considerar que ele dificulta o confronto direto entre os candidatos.

A declaração ocorre um dia depois do cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. Lula havia informado que não participaria do encontro, enquanto Flávio Bolsonaro desistiu horas antes do início. O evento acabou cancelado e a emissora alegou que o motivo foram as decisões judiciais de última hora que alteraram as condições previstas para o debate.

Edinho nega favorecimento de Estela Aranha

Uma dessas decisões judicias foi a da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atendeu a um pedido da coligação de Lula ao proibir a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente. Sobre isso, Edinho negou que exista qualquer favorecimento ou aliança entre a magistrada e a campanha petista.

Edinho afirmou, por outro lado, que a campanha de Lula estava irritada com a ministra por outra situação: a falta de decisão sobre um pedido de direito de resposta relacionado à fala do presidente sobre exames de próstata e o chamado “toque”.

“A mesma ministra que deu favorável a nós não julgou esse nosso pedido, mas ninguém disse isso. Ninguém enfatizou que ela não julgou algo que para a nossa campanha era fundamental. Ontem, a nossa irritação com ela era imensa, porque ela nos impediu de restabelecer a verdade”, afirmou.

A campanha de Lula havia acionado o TSE contra publicações que, segundo a equipe jurídica, distorciam a fala do presidente durante um comício em Belém (PA). O pedido de direito de resposta, de acordo com Edinho, não foi julgado a tempo de ser utilizado no horário eleitoral.

Ao defender a decisão de impedir a exibição do espaço vazio reservado a Lula, Edinho questionou a necessidade de manter a cadeira identificada, já que o presidente havia informado previamente que não participaria. “O presidente Lula disse que não ia ao debate. Para que vai pôr uma cadeira com o nome dele? Se o debate é para confrontar ideias, ele não pode ser para gerar desgaste ao candidato”, afirmou.

“Se a campanha não entrasse com a ação impedindo isso seria um escárnio contra o presidente Lula", completou.

Durante a coletiva, Edinho também defendeu mudanças na legislação que regulamenta os debates eleitorais. Ele citou ainda que a campanha pediu apuração de possíveis interferências estrangeiras nas eleições e fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de “o maior fascista do século”.

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