Lula diz que TV Justiça faz STF perder credibilidade
Presidente criticou a exposição de embates entre ministros e defendeu uma nova reforma do Poder Judiciário
SBT News
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante participação no podcast 'Flow' | Foto: Reprodução/YouTube/@FlowPodcast - 01.10.2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (1º) que a exposição dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) pela TV Justiça tem contribuído para a perda de credibilidade da Corte perante a sociedade. Durante entrevista ao Flow Podcast, Lula criticou a duração dos votos dos ministros e as divergências públicas entre integrantes do tribunal.
"Depois que inventaram aquela TV Justiça para ficar divulgando aquelas brigas deles, cada um querendo fazer discurso de três horas, de duas horas... Um voto mequetrefe que poderia durar cinco minutos dura cinco horas. Tudo isso depõe contra eles. Já falei para eles: depõe, depõe", afirmou.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Luladisse ter conversado três vezes com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre essa situação. Segundo ele, cabe ao presidente do Supremo evitar que divergências internas se transformem em embates públicos que prejudiquem a imagem do tribunal.
O presidente afirmou ainda que a preocupação deve ser com a forma como a sociedade enxerga o comportamento dos ministros. Para Lula, as disputas entre integrantes da Corte podem ampliar a desconfiança de parte da população em relação ao Judiciário.
“Falei: ‘Fachin, você não pode deixar a Suprema Corte ficar se digladiando entre eles. Tem que ter responsabilidade com a sociedade. O que o povo humilde vai pensar do que está acontecendo na Suprema Corte? Assuma a responsabilidade como presidente e tome conta disso’”, relatou Lula.
Lula também criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" de informações envolvendo integrantes do STF. Segundo ele, processos de grande repercussão deveriam ser conduzidos com transparência, sem que informações fossem divulgadas de acordo com interesses específicos.
Na avaliação do presidente, ministros não devem atuar para favorecer nenhum dos lados envolvidos em uma disputa política ou judicial. Ele afirmou que a cobrança feita ao Supremo não significa que espere decisões favoráveis ao governo.
Reforma no Supremo
Na mesma entrevista, Lula defendeu uma nova reforma do Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo. Entre as propostas mencionadas estão a criação de mandatos para os integrantes da Corte e a retirada do poder de indicação direta das mãos do presidente da República.
Lula também relembrou a reforma do Judiciário aprovada em 2004, durante seu primeiro mandato. Entre as mudanças daquele período, citou a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
O presidente afirmou que pretende promover uma nova reforma em um eventual mandato. Entre as propostas mencionadas estão a criação de mandatos para ministros do Supremo e de um conselho com participação da sociedade civil responsável por indicar novos integrantes da Corte.
Lula defendeu ainda que a atuação no STF seja encarada como uma missão pública. Segundo ele, a busca por enriquecimento é incompatível com a função exercida pelos ministros.
"Quero discutir o mandato: tem que haver mandato, não pode ser eterno. Também quero criar um conselho para escolher os ministros, porque essa indicação não deve ficar nas mãos do presidente da República. É melhor que um conselho da sociedade civil indique essa pessoa, para que ela seja uma escolha da própria sociedade, e não do presidente", afirmou.
"E Quem vai para a Suprema Corte não pode querer ser rico. É incompatível. Aquilo tem que ser um sacerdócio. As pessoas que forem para lá estão lá para cumprir uma missão, não para ficar ricas", acrescentou.
Lula diz que TV Justiça faz STF perder credibilidadePresidente criticou a exposição de embates entre ministros e defendeu uma nova reforma do Poder JudiciárioEleições2026-10-02T01:25:14.121ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (1º) que a exposição dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) pela TV Justiça tem contribuído para a perda de credibilidade da Corte perante a sociedade. Durante entrevista ao Flow Podcast, Lula criticou a duração dos votos dos ministros e as . "Depois que inventaram aquela TV Justiça para ficar divulgando aquelas brigas deles, cada um querendo fazer discurso de três horas, de duas horas... Um voto mequetrefe que poderia durar cinco minutos dura cinco horas. Tudo isso depõe contra eles. Já falei para eles: depõe, depõe", afirmou. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Lula disse ter conversado três vezes com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre essa situação. Segundo ele, cabe ao presidente do Supremo evitar que divergências internas se transformem em embates públicos que prejudiquem a imagem do tribunal. O presidente afirmou ainda que a preocupação deve ser com a forma como a sociedade enxerga o comportamento dos ministros. Para Lula, as disputas entre integrantes da Corte podem ampliar a desconfiança de parte da população em relação ao Judiciário. “Falei: ‘Fachin, você não pode deixar a Suprema Corte ficar se digladiando entre eles. Tem que ter responsabilidade com a sociedade. O que o povo humilde vai pensar do que está acontecendo na Suprema Corte? Assuma a responsabilidade como presidente e tome conta disso’”, relatou Lula. Lula também criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" de informações envolvendo integrantes do STF. Segundo ele, processos de grande repercussão deveriam ser conduzidos com transparência, sem que informações fossem divulgadas de acordo com interesses específicos. Na avaliação do presidente, ministros não devem atuar para favorecer nenhum dos lados envolvidos em uma disputa política ou judicial. Ele afirmou que a cobrança feita ao Supremo não significa que espere decisões favoráveis ao governo. Reforma no Supremo Na mesma entrevista, Lula defendeu uma nova reforma do Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo. Entre as propostas mencionadas estão a criação de mandatos para os integrantes da Corte e a retirada do poder de indicação direta das mãos do presidente da República. Lula também relembrou a reforma do Judiciário aprovada em 2004, durante seu primeiro mandato. Entre as mudanças daquele período, citou a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O presidente afirmou que pretende promover uma nova reforma em um eventual mandato. Entre as propostas mencionadas estão a criação de mandatos para ministros do Supremo e de um conselho com participação da sociedade civil responsável por indicar novos integrantes da Corte. Lula defendeu ainda que a atuação no STF seja encarada como uma missão pública. Segundo ele, a busca por enriquecimento é incompatível com a função exercida pelos ministros. "Quero discutir o mandato: tem que haver mandato, não pode ser eterno. Também quero criar um conselho para escolher os ministros, porque essa indicação não deve ficar nas mãos do presidente da República. É melhor que um conselho da sociedade civil indique essa pessoa, para que ela seja uma escolha da própria sociedade, e não do presidente", afirmou. "E Quem vai para a Suprema Corte não pode querer ser rico. É incompatível. Aquilo tem que ser um sacerdócio. As pessoas que forem para lá estão lá para cumprir uma missão, não para ficar ricas", acrescentou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/lula-diz-que-tv-justica-faz-stf-perder-credibilidade
Emissora havia sido obrigada por Gilmar Mendes a incluir Renan Santos no encontro, que seria o último antes do primeiro turno; Flávio Bolsonaro havia desistido