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Haddad: Moraes foi importante no 8/1, mas não justifica nada

Candidato ao governo de SP destacou papel do ministro na defesa da democracia, mas defendeu investigação sobre o Master

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Isabelle Saleme
Fernando Haddad em agenda com influenciadores em SP | Foto: Diogo Zacarias/divulgação

Fernando Haddad em agenda com influenciadores em SP | Foto: Diogo Zacarias/divulgação

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, disse nesta quinta-feira (24) que a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi muito importante no julgamento dos atos relacionados à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e que esse seria o motivo para que se associasse a imagem do ministro à esquerda.

No entanto, segundo o petista, isso não serve de justificativa no âmbito da investigação a respeito das relações de Moraes com o Banco Master.

"O Alexandre de Moraes teve um papel importante pela ocasião do 8 de janeiro, liderou o inquérito no STF para apurar a tentativa... tinha um plano de assassinato dos eleitos, estamos esquecendo coisas importantes... o Alexandre de Moraes teve um papel importante, que foi celebrado pela imprensa, pelas pessoas que têm apreço pela democracia. Isso não justifica nada, não existe compensação. Se há alguma coisa a ser explicada pelo ministro do Supremo, ele que se explique”, declarou Haddad durante sabatina ao portal Metrópoles.

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Investigações mostraram que o ministro foi consultado diversas vezes pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a respeito de investigações envolvendo o Master e que o escritório da esposa de Moraes, o Barci de Moraes, assinou contrato de R$ 131 milhões com o banco.

Segundo Haddad, é preciso que haja a quebra de sigilo de todos os envolvidos com o Master e que os culpados sejam responsabilizados.

“O papel do homem público é colaborar com as investigações até a conclusão da investigação. Quem não for capaz disso, deveria sair da vida pública (…) São ministros do Supremo, que foram citados em mensagens e que, obviamente, precisam, né, estão sendo chamados a se explicar e que não vejo nenhum problema numa pessoa que foi citada, ela tem que comparecer dando os devidos esclarecimentos. (…) Acho que o caminho é a quebra de sigilo de todos os inquéritos, inclusive dos que envolvem o Flávio Bolsonaro”, disse.

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