Eleições

Mercado sugere Trabucco para Fazenda de Lula

Indicação do executivo do Bradesco é vista como uma possibilidade de aproximação de Lula com a Faria Lima, caso o presidente seja reeleito

Avatar de Marina Demori
Marina Demori
Lula durante ato em Guarulhos | Reprodução/YouTube

Lula durante ato em Guarulhos | Reprodução/YouTube

Empresários e integrantes do mercado financeiro vão pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) que indique o Presidente do Conselho de Administração e ex-CEO do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para o cargo de ministro da Fazenda, se reeleito.

Fontes ouvidas pelo SBT News avaliam que a possível indicação poderia acalmar o mercado e aproximar Lula da Faria Lima, caso vá ao quarto mandato.

Lula não costuma antecipar suas escolhas, por isso, não se espera um anúncio ou aceno público antes do resultado final das eleições.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Trabuco foi sondado pelo Palácio do Planalto para o posto em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), mas não aceitou o convite. À época, o então colega no Bradesco, Joaquim Levy, assumiu o cargo.

Apesar da recusa, Trabuco manteve diálogo com o partido. No mês passado, foi recebido por Lula em um jantar no Palácio da Alvorada, ao lado de outros banqueiros e empresários.

Nesta sexta-feira (25) o candidato à reeleição estaria mais uma vez ao lado de Trabuco, num jantar promovido pela Esfera Brasil com o grupo Prerrogativas. Mas como adiantou a Coluna de Raquel Landim, Trabuco não vai porque está de férias com a família no exterior.

A ele, seria dado lugar de destaque, próximo ao presidente.

A iniciativa para a realização do evento partiu do grupo de advogados ligados a Lula, que procurou a Esfera em busca de uma aproximação com o mercado financeiro e com o setor produtivo, na reta final da campanha.

Mais de 300 empresários e representantes de instituições financeiras são esperados.

Assuntos econômicos e a pauta da responsabilidade fiscal estarão no centro do debate. Entre os temas, devem ser abordadas as políticas para combater o endividamento das famílias, como a proibição das bets.

Interlocutores de setores produtivos também querem expor ao presidente o entendimento de que a revisão política de juros precisa passar pelo setor produtivo, e não só pelo mercado financeiro.

Últimas notícias