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Eleições 2026: Cury é o 2º com mais gastos do próprio bolso

Escritor, dono do maior patrimônio entre presidenciáveis, desembolsou R$ 550 mil para a campanha; veja qual candidato superou Cury

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Maria Fernanda Barros
Augusto Cury, do Avante | Reprodução/TV Globo

Augusto Cury, do Avante | Reprodução/TV Globo

Candidato à presidência da República pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury foi o segundo que mais destinou recursos próprios para a campanha, de acordo com a divulgação de prestações de contas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O autor do best-seller O vendedor de sonhos ficou atrás apenas de Wilson Grassi, veterinário que disputa o Palácio do Planalto pelo Democrata.

15% dos recursos recebidos por Augusto Cury vieram do seu patrimônio de R$ 242,5 milhões, o maior entre os presidenciáveis: foram R$ 550 mil gastos pelo candidato na campanha para a Presidência. Além dos próprios recursos, o político do Avante recebeu um repasse de R$ 2,7 milhões do partido. Os recursos recebidos totalizaram cerca de R$ 3,5 milhões.

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Entre os destaques de seu programa, intitulado "O Brasil dos Nossos Sonhos", estão as propostas de semipresidencialismo, a redução de ministros do STF e o uso de drones como instrumento de combate ao feminicídio. Cury chegou a bater 6% na pesquisa de intenção de voto da Quaest para o 1º turno.

Grassi, que não chegou a bater 1% nas pesquisas eleitorais, foi o único presidenciável a superar o escritor. O veterinário desembolsou R$ 930 mil na campanha, valor que representa quase 100% dos recursos recebidos. O patrimônio do candidato é de R$ 50 milhões.

Outros candidatos

O terceiro presidenciável que mais gastou recursos do próprio bolso foi Flávio Bolsonaro, do PL, que lidera junto ao presidente Lula (PT) nas intenções de voto. O filho de Jair Bolsonaro, que declarou patrimônio de R$ 8 milhões, destinou cerca de R$ 13 mil para a própria campanha.

O valor não representa nem 0,1% do total líquido recebido pelo senador, que foi de R$ 61 milhões, sendo cerca de 90% proveniente do fundo partidário do PL.

Em seguida, vem Clariana Barão, do Democracia Cristã, cujos bens somam R$ 1,8 milhões. A candidata utilizou R$ 5 mil na campanha, valor que representa 0,4% dos R$ 1,5 milhões recebidos. Desse total, 99% foram adquiridos através do partido.

Os demais candidatos não utilizaram recursos próprios na campanha, segundo a divulgação do TSE.

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