Combate à corrupção: o que Zema propõe em plano de governo
SBT News detalha o programa de governo dos presidenciáveis
Emanuelle Menezes
Romeu Zema (Novo) | Reprodução/SBT News
O plano de governo de Romeu Zema (Novo) reúne propostas relacionadas à punição de crimes de corrupção, fiscalização patrimonial de agentes públicos, transparência dos gastos e redução da presença do Estado na economia.
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Zema propõe restringir o foro por prerrogativa de função ao presidente da República.
“Limitar drasticamente o foro privilegiado, mantendo-o apenas para o Presidente da República, de modo que as autoridades não possam se beneficiar da morosidade do Judiciário e, eventualmente, da sua proximidade com o STF para não serem julgadas, levando os hoje intocáveis a uma justiça mais célere e imparcial” — página 8.
Penas por corrupção
O programa prevê penas maiores e vincula a progressão de regime à devolução do dinheiro desviado.
“Aumentar as penas aplicáveis aos crimes de corrupção e condicionar a progressão de regime à devolução integral dos recursos desviados, para que ninguém fique com os recursos dos brasileiros indevidamente” — página 8.
PGR e Supremo Tribunal Federal
Zema também propõe critérios técnicos para indicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Assegurar que as indicações para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal sejam técnicas e de profissionais comprometidos com uma agenda de combate à corrupção em todos os poderes e níveis de governo” — página 9.
Evolução patrimonial
O plano prevê abertura automática de sindicância diante de determinadas variações patrimoniais.
“Estabelecer que toda variação patrimonial incompatível com os rendimentos declarados por titulares de cargos eletivos, funções de confiança e empregos públicos, acima de determinado patamar, dispare automaticamente uma sindicância patrimonial no âmbito da Controladoria-Geral da União, com prazo definido e responsabilização em caso de omissão” — página 9.
Benefícios no serviço público
Outra frente é restringir verbas e benefícios pagos a agentes públicos.
“Regulamentar as verbas indenizatórias que podem ser pagas acima do limite remuneratório previsto na Constituição Federal, aplicar esse limite a todos os profissionais do setor público, reduzir férias e licenças especiais, limitando as férias a 30 dias anuais, extinguir auxílios e licenças não previstos no setor privado e acabar com a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição” — página 9.
O programa também propõe restrições ao uso de recursos públicos para despesas privadas ou itens considerados de luxo.
“Proibir o uso de recursos públicos para fins privados ou para a aquisição de itens de luxo, reservando aviões oficiais e carros de representação exclusivamente a deslocamentos com finalidade oficial ou de segurança e vedando viagens sem finalidade oficial justificada, cartões corporativos sem prestação de contas, reformas e mobiliário em residências oficiais sem licitação e refeições e itens de luxo custeados pelo Executivo, Legislativo e Judiciário” — página 9.
Transparência e sigilos
Zema propõe ampliar a divulgação de dados públicos e restringir a imposição de sigilos.
“Tornar a transparência a regra na gestão pública, avançando com a digitalização do governo e a divulgação dos dados em formato aberto, acabando com a possibilidade de sigilos de 100 anos e ampliando as informações divulgadas sobre as despesas públicas, incluindo notas fiscais, uso de imóveis e repasses a organizações da sociedade civil conveniadas” — página 10.
O programa também prevê pedidos anônimos de acesso à informação.
“Permitir a realização de solicitações de informação em anonimato e deixar explícito que a proteção de dados pessoais ou fundamentações genéricas, como ‘segurança pessoal’, não podem ser utilizadas para restringir o acesso a informações de interesse público, como dados sobre agentes públicos, contratos, convênios e o uso de recursos públicos” — página 10.
Privatização das estatais
Por fim, o programa relaciona a privatização das empresas estatais à redução de oportunidades para corrupção.
“Privatizar todas as empresas estatais para que o governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira” — página 15.
Combate à corrupção: o que Zema propõe em plano de governoSBT News detalha o programa de governo dos presidenciáveisEleições2026-09-01T09:00:00.000ZO plano de governo de Romeu Zema (Novo) reúne propostas relacionadas à punição de crimes de corrupção, fiscalização patrimonial de agentes públicos, transparência dos gastos e redução da presença do Estado na economia. Foro privilegiado Zema propõe restringir o foro por prerrogativa de função ao presidente da República. “Limitar drasticamente o foro privilegiado, mantendo-o apenas para o Presidente da República, de modo que as autoridades não possam se beneficiar da morosidade do Judiciário e, eventualmente, da sua proximidade com o STF para não serem julgadas, levando os hoje intocáveis a uma justiça mais célere e imparcial” — página 8. Penas por corrupção O programa prevê penas maiores e vincula a progressão de regime à devolução do dinheiro desviado. “Aumentar as penas aplicáveis aos crimes de corrupção e condicionar a progressão de regime à devolução integral dos recursos desviados, para que ninguém fique com os recursos dos brasileiros indevidamente” — página 8. PGR e Supremo Tribunal Federal Zema também propõe critérios técnicos para indicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Assegurar que as indicações para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal sejam técnicas e de profissionais comprometidos com uma agenda de combate à corrupção em todos os poderes e níveis de governo” — página 9. Evolução patrimonial O plano prevê abertura automática de sindicância diante de determinadas variações patrimoniais. “Estabelecer que toda variação patrimonial incompatível com os rendimentos declarados por titulares de cargos eletivos, funções de confiança e empregos públicos, acima de determinado patamar, dispare automaticamente uma sindicância patrimonial no âmbito da Controladoria-Geral da União, com prazo definido e responsabilização em caso de omissão” — página 9. Benefícios no serviço público Outra frente é restringir verbas e benefícios pagos a agentes públicos. “Regulamentar as verbas indenizatórias que podem ser pagas acima do limite remuneratório previsto na Constituição Federal, aplicar esse limite a todos os profissionais do setor público, reduzir férias e licenças especiais, limitando as férias a 30 dias anuais, extinguir auxílios e licenças não previstos no setor privado e acabar com a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição” — página 9. O programa também propõe restrições ao uso de recursos públicos para despesas privadas ou itens considerados de luxo. “Proibir o uso de recursos públicos para fins privados ou para a aquisição de itens de luxo, reservando aviões oficiais e carros de representação exclusivamente a deslocamentos com finalidade oficial ou de segurança e vedando viagens sem finalidade oficial justificada, cartões corporativos sem prestação de contas, reformas e mobiliário em residências oficiais sem licitação e refeições e itens de luxo custeados pelo Executivo, Legislativo e Judiciário” — página 9. Transparência e sigilos Zema propõe ampliar a divulgação de dados públicos e restringir a imposição de sigilos. “Tornar a transparência a regra na gestão pública, avançando com a digitalização do governo e a divulgação dos dados em formato aberto, acabando com a possibilidade de sigilos de 100 anos e ampliando as informações divulgadas sobre as despesas públicas, incluindo notas fiscais, uso de imóveis e repasses a organizações da sociedade civil conveniadas” — página 10. O programa também prevê pedidos anônimos de acesso à informação. “Permitir a realização de solicitações de informação em anonimato e deixar explícito que a proteção de dados pessoais ou fundamentações genéricas, como ‘segurança pessoal’, não podem ser utilizadas para restringir o acesso a informações de interesse público, como dados sobre agentes públicos, contratos, convênios e o uso de recursos públicos” — página 10. Privatização das estatais Por fim, o programa relaciona a privatização das empresas estatais à redução de oportunidades para corrupção. “Privatizar todas as empresas estatais para que o governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira” — página 15.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/combate-a-corrupcao-o-que-zema-propoe-em-plano-de-governo