Eleições

Campanhas de Lula e Flávio buscam consenso sobre canais

Objetivo é definir critérios mínimos para diferenciar perfis independentes de páginas vinculadas às candidaturas nas redes sociais

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Jessica Cardoso, Roberta Leite, Ester Cauany
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) tentam chegar a um consenso sobre critérios para definir quando canais e perfis nas redes sociais, administrados por terceiros, devem ser considerados vinculados a uma candidatura e, portanto, precisam ser comunicados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como instrumentos de campanha.

O tema foi discutido nesta quarta-feira (14), em reunião com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

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Segundo relatos ao SBT News, não houve consenso sobre o assunto, considerado sensível para as duas campanhas. A intenção é estabelecer critérios mínimos em comum até quinta-feira (15). Caso não haja acordo, a questão deverá ser decidida pelo plenário do TSE.

Apesar do impasse, as campanhas concordaram em adotar medidas para reduzir ações judiciais por irregularidades eleitorais. Pelo entendimento, uma candidatura poderá alertar a outra sobre eventuais irregularidades, com prazo de três horas para que o problema seja corrigido.

Também foi elaborada, na reunião desta quarta-feira (14), uma lista de demandas a ser apresentada à Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Nunes Marques deve tratar dos pedidos com as plataformas na quinta-feira (15). Entre os pontos estão a garantia de tratamento igualitário às campanhas e questões relacionadas aos algoritmos de ferramentas de inteligência artificial.

O debate sobre os critérios para vincular canais de terceiros às campanhas eleitorais foi iniciado após uma série de decisões do TSE que envolveram o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e com mais de 4 milhões de seguidores.

Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o registro foi feito para evitar que o canal fosse retirado do ar. O dirigente, no entanto, defende que o “Exército do Lula” seja reconhecido como “uma forma autônoma de organização da sociedade”, sem vínculo com a campanha petista.

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