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Edinho: Kassio propôs regular canais políticos nas redes

Segundo presidente do PT, proposta busca criar regras para grupos de mobilização política após impasse sobre o “Exército do Lula”

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva | Reprodução/PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva | Reprodução/PT

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (13) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, propôs a construção de uma regulamentação para canais de organização política nas redes sociais. A proposta foi apresentada durante reunião com representantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Ele se propôs agora, no final da reunião, por meio do jurídico tanto da nossa campanha como da campanha do nosso adversário, construir uma regulamentação que reconheça essa forma de organização da sociedade por meio das redes sociais”, declarou Edinho a jornalistas após o encontro.

A reunião ocorreu após uma série de decisões do TSE envolvendo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que reúne mais de 4 milhões de seguidores. O canal teve o funcionamento suspenso, mas foi liberado novamente após a inscrição pela campanha de Lula no TSE.

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Edinho defendeu que o canal representa uma forma legítima de organização da sociedade e negou irregularidades em seu funcionamento. Segundo ele, as redes sociais se tornaram um espaço de mobilização política que deve ser reconhecido pela Justiça Eleitoral.

“A sociedade do século XXI se organiza de duas formas. Ela se organiza fisicamente, nas organizações tradicionais que conhecemos, e se organiza por meio das redes sociais. [...] E a sociedade tem que ser respeitada quando ela se organiza por meio das redes sociais e não pode ter cerceamento a esse direito de organização”, afirmou o presidente do PT.

Edinho disse ainda que a campanha de Lula registrou o canal no TSE para evitar que ele fosse retirado do ar, mas criticou a necessidade de vinculá-lo formalmente à candidatura. Segundo ele, a legenda também apresentou um recurso para que o TSE reconheça essa autonomia e o direto que a sociedade tem “de se organizar por meio das redes sociais”.

“Nós não queremos que o canal seja vinculado à campanha, porque entendemos que ele é uma forma autônoma de organização da sociedade. Mas como entendemos que o cerceamento ao canal é, na nossa opinião, uma repressão à organização social que estava se dando nas redes, pedimos a inscrição para que o canal não caia”, declarou.

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