Eleições

"Não decido baseado em hipóteses", diz Meirelles sobre eventual convite de Lula

Político do União Brasil foi presidente do Banco Central no governo do petista

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Guilherme Resck
14/09/2022, 18:30 • Atualizado em 31/10/2023, 04:17
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Henrique Meirelles fala ao microfone, em seminário (Guilherme Resck/SBT News)

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Questionado nesta 4ª feira (14.set), em seminário, se aceitaria trabalhar em um eventual novo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o petista o convidasse, o ex-presidente do Banco Central (BC) e ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer (MDB), Henrique Meirelles (União), disse que não decide "baseado em hipóteses".

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"Uma das normas que eu tenho na vida é o seguinte: eu não decido baseado em hipóteses. Eu tomo decisões baseado em fatos", pontuou. Ele relembrou que foi convidado por Lula para ser presidente do BC em dezembro de 2002, após as eleições daquele ano, e que anteriormente havia recebido um convite para ser ministro da Fazenda, mas recusou; não ficou claro quem fizera este convite.

De acordo com o ex-ministro, então, esperará as eleições e, dependendo dos fatos, tomará uma decisão de aceitar ou não algum convite de Lula, caso seja feito. Meirelles colaborou com o programa de governo da senadora Soraya Thronicke (MS), candidata do União Brasil à Presidência da República. O SBT News perguntou a ele, logo após o término do painel do qual participou nesta 4ª, com qual candidatura a presidente tem mais afinidade e se conversou com outras além de Soraya. Em resposta à primeira pergunta, o ex-ministro pontuou: "Olha, eu já trabalhei no governo do presidente Lula, fui presidente do Banco Central, trabalhei no governo do presidente Temer, trabalhei no governo, aqui em São Paulo, do governador, em resumo, eu não tenho preconceitos, eu tenho uma proposta de trabalho objetiva. Quer dizer, desde que eu ganhei independência, condições de trabalho, eu tenho uma linha de ação muito bem definida. Então eu estou aguardando. Vamos ver o que acontece, inclusive porque nós temos aí uma questão eleitoral muito polarizada, etc., então temos que aguardar o que será de fato um governo de quem ganhar a eleição".

Já sobre o segundo tema, disse que tem conversas e relações "muito boas" com todos os presidenciáveis, mas voltou a falar que "não trabalha sob hipóteses".

Segundo turno

Em entrevista a jornalistas, após o painel também, o presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, disse acreditar que haverá segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. "O PSD no primeiro turno caminhou para uma posição de neutralidade e evidentemente eu, na condição de presidente nacional do partido, vou me posicionar de acordo com as condições definidas para o partido no segundo", complementou.

Ele falou também sobre o pleito para governador de São Paulo, no qual um integrante da sigla, Felício Ramuth, concorre como vice na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com Kassab, está plenamente confiante de que Tarcísio será eleito e acredita que será um "um excelente governador".

Na reta final da campanha, como estratégia para a chapa crescer nas pesquisas de intenção de voto, disse Kassab ao SBT News, "Tarcísio vai continuar se apresentando, continuar viajando, continuar frequentando debates, mostrando as suas posições, mostrando o conhecimento que tem do estado e, mais do que isso, mostrando que conhece os problemas do estado e está preparado para resolvê-los".

O presidente do PSD acrescentou à reportagem não ver "com bons olhos" o ataque de deputado estadual bolsonarista à jornalista Vera Magalhães, porque a imprensa precisa ser respeitada, mas que o episódio "está superado".

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