Economia

Ri Happy pede recuperação extrajudicial de R$ 827 milhões

Pedido envolve seis empresas do grupo e aguarda decisão da Justiça de São Paulo; processo foi distribuído no domingo (18)

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Caroline Vale
Ri Happy. | Divulgação

Ri Happy. | Divulgação

A Ri Happy, PBKids e outras quatro empresas do grupo pediram recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo para renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões. O pedido foi distribuído por sorteio no domingo (18) e, na manhã desta segunda-feira (19), foi encaminhado para decisão judicial.

O processo tramita na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível. Em nota ao SBT News, o Grupo Ri Harry disse que as unidades físicas e as operações on-line seguem funcionando normalmente, com foco no atendimento aos clientes e na preparação para a Black Friday e o Natal.

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Além da Ri Happy Brinquedos S.A., o pedido inclui outras cinco empresas: Brincar Marcas e Participações Ltda., DRH Casa de Festa Ltda., New Toys Comércio, Distribuição e Importação Ltda., Partout Administração de Franquias e Bens Ltda. e PBKids Brinquedos Ltda.

A recuperação extrajudicial é um mecanismo pelo qual uma empresa negocia com credores um plano de reestruturação de dívidas, que pode ser submetido à homologação judicial. O andamento do processo não significa, por si só, que o plano tenha sido aprovado pela Justiça.

O Grupo Ri Happy atua no varejo de brinquedos e produtos infantis no Brasil. Fundada em 1988, a Ri Happy expandiu sua operação ao longo das décadas e incorporou a PBKids em 2012, formando um grupo com centenas de lojas no país.

A empresa foi adquirida em 31 de agosto de 2026 pela BluSun Capital Partners, que assumiu 100% do negócio. Na época da aquisição, o grupo tinha 293 lojas no país, entre unidades próprias e franquias.

O que diz a Ri Happy?

Em comunicado, o Grupo Ri Happy afirmou que o pedido de recuperação extrajudicial faz parte de um processo de reestruturação operacional e financeira iniciado após a aquisição da companhia pela BluSun Capital Partners, em 31 de agosto.

Segundo a empresa, a medida busca organizar a renegociação de dívidas e adequar a estrutura de capital às necessidades do negócio. A companhia informou que o pedido já conta com adesão expressiva de credores.

A empresa também destacou que a nova gestão, liderada pelo CEO Héctor Nuñez, está implementando medidas para melhorar a liquidez, reduzir custos e otimizar o desempenho das lojas físicas e dos canais digitais. Entre as ações anunciadas estão ajustes nas equipes corporativas e a preparação para a mudança de sede.

No comunicado, a Ri Happy atribuiu os desafios enfrentados pelo setor a fatores como juros elevados, mudanças no comportamento do consumidor, aumento da concorrência e efeitos acumulados da pandemia.

A companhia ressaltou que pretende fortalecer o relacionamento com fornecedores, franqueados, instituições financeiras e demais parceiros para buscar soluções conjuntas. "O compromisso do Grupo Ri Happy é seguir evoluindo junto com clientes e parceiros, preservando a cultura que o tornou referência para gerações de famílias, enquanto constrói o futuro das formas de comprar, brincar, colecionar e se conectar", concluiu.

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