Resultado ajustado sobe 135%, para R$ 283 milhões, enquanto carteira de crédito dobra e inadimplência acima de 90 dias aumenta
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PicPay: empresa dobrou seu lucro no 2º semestre de 2026 | PicPay / Divulgação
O PicPay registrou lucro líquido ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 135% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 67%, para R$ 4,1 bilhões, segundo os resultados divulgados pela companhia nesta segunda-feira (24).
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O avanço ocorreu em meio à forte expansão do crédito. A carteira total chegou a R$ 31,9 bilhões, praticamente o dobro do valor registrado um ano antes. Ao mesmo tempo, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias alcançou 9,8% no fim do trimestre.
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A empresa atribui a evolução da inadimplência à maturação de safras anteriores, a efeitos sazonais e à adoção de uma estratégia de risco incremental para acelerar o crescimento. O PicPay também informou que o programa Desenrola teve impacto pontual sobre alguns indicadores de crédito e provisão.
Apesar da alta dos atrasos, o custo de risco permaneceu em 3,9%. Produtos garantidos ou parcialmente garantidos, como consignado público e privado, antecipação do FGTS e cartões com limite garantido, representavam 55% da carteira.
Segundo a companhia, 86% do crescimento do crédito no trimestre veio dessas modalidades e de cartões de clientes com relacionamento mais consolidado na plataforma. A cobertura total da carteira ficou em 13,9%, enquanto o índice de capital principal, conhecido como CET1, encerrou o período em 15,6%.
O consignado privado foi um dos principais motores da expansão. Desde o início da operação, o PicPay já realizou mais de 3,6 milhões de contratos e registra cerca de R$ 700 milhões em novas concessões por mês.
A empresa afirma ter 6% de participação nesse mercado e estar entre os cinco maiores bancos do segmento. Os clientes do consignado privado geram receita média 8,9 vezes superior à média dos usuários da plataforma, de acordo com os dados divulgados no release.
A concentração nesse tipo de crédito ajuda a explicar a estratégia do PicPay para ampliar a carteira com modalidades consideradas de menor risco e maior previsibilidade. O desempenho futuro, porém, dependerá da capacidade de manter o crescimento sem deteriorar os indicadores de atraso.
A base de usuários chegou a 70,4 milhões, alta de 10% em 12 meses. O volume total de pagamentos na carteira digital cresceu 19%, para R$ 142,6 bilhões, impulsionado pelo Pix e pelo uso do cartão PicPay.
A receita média por cliente ativo foi de R$ 92, crescimento anual de 52%. O custo de servir cada cliente ficou em R$ 21,30, segundo a companhia.
Produtos sem crédito ou de baixo risco cresceram 81% em um ano e responderam por 71% da receita. As receitas não relacionadas a crédito, que incluem carteira digital, adquirência, float e seguros, avançaram 57%, para R$ 1,9 bilhão.
A empresa também concluiu a aquisição da seguradora Kovr, após aprovação dos órgãos reguladores. A operação amplia o portfólio de seguros e representa uma nova frente de monetização para o grupo.
Para o terceiro trimestre, o PicPay projeta receitas próximas de R$ 4 bilhões e custo de risco entre 3,9% e 4,1%. A principal questão para os próximos resultados será saber se a expansão da carteira continuará acompanhada pelo controle da inadimplência.
PicPay dobra lucro no 2º trimestre de 2026Resultado ajustado sobe 135%, para R$ 283 milhões, enquanto carteira de crédito dobra e inadimplência acima de 90 dias aumentaEconomia2026-08-24T22:43:23.003ZO PicPay registrou lucro líquido ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 135% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 67%, para R$ 4,1 bilhões, segundo os resultados divulgados pela companhia nesta segunda-feira (24). O avanço ocorreu em meio à forte expansão do crédito. A carteira total chegou a R$ 31,9 bilhões, praticamente o dobro do valor registrado um ano antes. Ao mesmo tempo, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias alcançou 9,8% no fim do trimestre. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A empresa atribui a evolução da inadimplência à maturação de safras anteriores, a efeitos sazonais e à adoção de uma estratégia de risco incremental para acelerar o crescimento. O PicPay também informou que o programa Desenrola teve impacto pontual sobre alguns indicadores de crédito e provisão. Apesar da alta dos atrasos, o custo de risco permaneceu em 3,9%. Produtos garantidos ou parcialmente garantidos, como consignado público e privado, antecipação do FGTS e cartões com limite garantido, representavam 55% da carteira. Segundo a companhia, 86% do crescimento do crédito no trimestre veio dessas modalidades e de cartões de clientes com relacionamento mais consolidado na plataforma. A cobertura total da carteira ficou em 13,9%, enquanto o índice de capital principal, conhecido como CET1, encerrou o período em 15,6%. + Consignado privado ganha espaço O consignado privado foi um dos principais motores da expansão. Desde o início da operação, o PicPay já realizou mais de 3,6 milhões de contratos e registra cerca de R$ 700 milhões em novas concessões por mês. A empresa afirma ter 6% de participação nesse mercado e estar entre os cinco maiores bancos do segmento. Os clientes do consignado privado geram receita média 8,9 vezes superior à média dos usuários da plataforma, de acordo com os dados divulgados no release. A concentração nesse tipo de crédito ajuda a explicar a estratégia do PicPay para ampliar a carteira com modalidades consideradas de menor risco e maior previsibilidade. O desempenho futuro, porém, dependerá da capacidade de manter o crescimento sem deteriorar os indicadores de atraso. + Mais usuários e diversificação A base de usuários chegou a 70,4 milhões, alta de 10% em 12 meses. O volume total de pagamentos na carteira digital cresceu 19%, para R$ 142,6 bilhões, impulsionado pelo Pix e pelo uso do cartão PicPay. A receita média por cliente ativo foi de R$ 92, crescimento anual de 52%. O custo de servir cada cliente ficou em R$ 21,30, segundo a companhia. Produtos sem crédito ou de baixo risco cresceram 81% em um ano e responderam por 71% da receita. As receitas não relacionadas a crédito, que incluem carteira digital, adquirência, float e seguros, avançaram 57%, para R$ 1,9 bilhão. A empresa também concluiu a aquisição da seguradora Kovr, após aprovação dos órgãos reguladores. A operação amplia o portfólio de seguros e representa uma nova frente de monetização para o grupo. Para o terceiro trimestre, o PicPay projeta receitas próximas de R$ 4 bilhões e custo de risco entre 3,9% e 4,1%. A principal questão para os próximos resultados será saber se a expansão da carteira continuará acompanhada pelo controle da inadimplência.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/pic-pay-dobra-lucro-no-2-trimestre-de-2026
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