Ovo de Páscoa está 121% mais caro que chocolate em barra, aponta Procon-SP
Levantamento analisa preços de itens de Páscoa e mostra diferenças entre estabelecimentos e formatos dos produtos

Naiara Ribeiro
Um levantamento do Procon-SP mostra que o formato do produto interfere diretamente no preço pago pelo consumidor. Na capital paulista, o quilo do chocolate em barra custa, em média, R$ 131,49, enquanto o dos ovos de Páscoa (sem brinquedo) chega a R$ 291,48 — diferença de 121,7%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 19 de março, em dez estabelecimentos distribuídos pelas cinco regiões da cidade de São Paulo. Ao todo, foram analisados preços de 162 itens típicos da Páscoa, como chocolates, pescados, azeites e produtos a granel.
Em entrevista ao SBT News, a diretora de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Elaine da Cruz, explica que a diferença vai além do formato. “De fato, o ovo de Páscoa é um produto com valor agregado, e um valor agregado muito importante, que é o valor simbólico. Então, há uma diferença significativa porque não estamos comparando o mesmo produto”, afirma.
Segundo ela, o levantamento ajuda a levar transparência para o consumidor: “A pesquisa mostra que existem oportunidades e convida o consumidor a ser criativo para economizar e pagar menos.”
Variações de preço do mesmo produto
A pesquisa também identificou grandes variações de preços do mesmo produto entre estabelecimentos. O quilo do filé de pescada foi encontrado por R$ 34,90 na zona leste e por R$ 89,98 na região central — diferença de 157,8%. O lombo de bacalhau também apresentou oscilação, com preços entre R$ 119,90 e R$ 269,98.
Nos chocolates, o ovo de Páscoa Surpresa Dinossauro (204g) variou de R$ 49,99 a R$ 85,98, uma diferença de 72%. Já tabletes e caixas de bombons tiveram variações de até 100,2% e 91,7%, respectivamente.
O levantamento também comparou os preços médios de 136 itens entre 2025 e 2026. Em um ano, houve alta média de 11,16%, acima da inflação oficial. Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até fevereiro foi de 3,81%. Os maiores aumentos foram registrados nos tabletes de chocolate, com alta de 31,6%, e nos pescados congelados, que subiram 28,6%. Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos, como azeites (-26,3%) e azeitonas (-11,4%).
O Procon-SP também calculou o custo médio de receitas típicas da data, como pratos com bacalhau, tilápia, salmão e corvina. Ao todo, foram coletados preços em 80 estabelecimentos de 12 municípios paulistas na segunda quinzena de março.









