Economia

Estados devem aderir a acordo sobre diesel até o fim de semana; impacto será de R$ 4 bilhões, diz Ceron

Secretário executivo da Fazenda afirma que governo monitora também impactos no gás de cozinha e querosene de aviação

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O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (1º) em entrevista ao SBT News que, até o final da semana, todos os Estados brasileiros devem aderir ao acordo de subvenção para conter a alta do diesel em razão da guerra no Oriente Médio. De acordo com o secretário, o impacto fiscal da medida será de até R$ 4 bilhões.

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"Não acredito que vai ficar um estado para trás, estamos quase chegando na unanimidade. Se não tivermos, ok, é responsabilidade daquele estado essa decisão. Mas eu acredito que tem total condição de alcançarmos até o final da semana essa unanimidade", declarou.

Mais tarde, também em entrevista ao SBT News, o presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda), Flávio César de Oliveira, afirmou que até o final de terça-feira (31) mais de 80% dos estados já haviam aderido ao plano do governo.

"Houve, desde sexta-feira, uma construção técnica, um diálogo aberto com o Ministério da Fazenda, colocando todas as particularidades na mesa e, a partir daí, os secretários de Fazenda saíram com a missão de levar todas essas informações para seus governadores. Passamos o final de semana em toda essa construção e, até a data de ontem, tínhamos mais de 80% dos estados em que os governadores sinalizaram positivamente", disse Oliveira.

A proposta da equipe econômica é estabelecer uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com metade do custo assumido pela União e a outra metade pelos Estados. Esse subsídio se somaria ao anterior, de R$ 0,32, bancado exclusivamente pelo governo federal

"Se ficarmos por mais 60 dias com uma medida como essa, acredito que o impacto possa ser de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, sem a necessidade de uma medida adicional para compensar. Isso deve ser absorvido dentro do orçamento, do nosso planejamento orçamentário", declarou o secretário executivo.

Na prática, a medida funciona como um apoio financeiro direto aos importadores de diesel, reduzindo o custo de aquisição do combustível no exterior. Com isso, a expectativa é aliviar a pressão sobre os preços internos e garantir maior estabilidade no abastecimento.

Ceron ressaltou que o Ministério da Fazenda está acompanhando os impactos da alta do petróleo em todos os setores, e não descartou medidas de contenção de preços também para o gás de cozinha e para o querosene de aviação.

"O governo federal está atento e atuando tempestivamente. Nós não vamos deixar ter um colapso, uma crise aguda em nenhum dos setores que acabam sendo mais impactados por essa crise. Estamos tentando fazer tudo, com responsabilidade, razoabilidade, mas tentando atuar de forma célere e intensa para poder mitigar os efeitos", declarou o secretário executivo da pasta ao SBT News.

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