Marinho defende transição da jornada 6x1 para 5x2 e diz que economia está madura para isso
Ministro afirma que reduzir jornada é possível e que modelo atual é "cruel"
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Ellen Travassos
07/05/2025, 18:33 • Atualizado em 07/05/2025, 18:33
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Ministro do Trabalho, Luiz Marinho | Divulgação
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil está pronto para reduzir a jornada máxima de trabalho. Durante audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, ele classificou como "cruel" o atual sistema de escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso) e defendeu a transição para uma jornada de cinco dias com dois de folga.
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Marinho destacou que o modelo atual prejudica principalmente os trabalhadores do comércio e sugeriu uma transição progressiva para condições mais equilibradas. "Acredito que é possível reduzir a jornada máxima. O 6x1 é cruel", afirmou.
O ministro fez distinção entre a jornada do trabalhador e a da atividade econômica. "Alguns setores precisam funcionar 365 dias por ano, 24 horas por dia. Nesses casos, as convenções coletivas devem regular as escalas".
Economia madura para mudança
"Vejo que a economia está madura para uma redução da jornada máxima no Brasil. Hoje temos 44 horas semanais, que considero o pior turno", declarou Marinho. Ele ressaltou que o governo deve mediar o diálogo entre empregadores e trabalhadores para alcançar um "patamar saudável".
O ministro alertou que ambientes de trabalho hostis e jornadas excessivas têm aumentado os problemas psicológicos entre os trabalhadores. A proposta de redução da jornada surge como forma de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos profissionais.
Atualmente, o Brasil mantém uma das maiores jornadas de trabalho entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, com carga horária semanal acima da média de nações como França (35h), Alemanha (34h) e Reino Unido (37,5h).
Marinho defende transição da jornada 6x1 para 5x2 e diz que economia está madura para issoMinistro afirma que reduzir jornada é possível e que modelo atual é "cruel"Economia2025-05-07T18:33:36.101ZO ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil está pronto para reduzir a jornada máxima de trabalho. Durante audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, ele classificou como "cruel" o atual sistema de escala 6x1 (seis dias trabalhados para um de descanso) e defendeu a transição para uma jornada de cinco dias com dois de folga. Marinho destacou que o modelo atual prejudica principalmente os trabalhadores do comércio e sugeriu uma transição progressiva para condições mais equilibradas. "Acredito que é possível reduzir a jornada máxima. O 6x1 é cruel", afirmou. O ministro fez distinção entre a jornada do trabalhador e a da atividade econômica. "Alguns setores precisam funcionar 365 dias por ano, 24 horas por dia. Nesses casos, as convenções coletivas devem regular as escalas". Economia madura para mudança "Vejo que a economia está madura para uma redução da jornada máxima no Brasil. Hoje temos 44 horas semanais, que considero o pior turno", declarou Marinho. Ele ressaltou que o governo deve mediar o diálogo entre empregadores e trabalhadores para alcançar um "patamar saudável". O ministro alertou que ambientes de trabalho hostis e jornadas excessivas têm aumentado os problemas psicológicos entre os trabalhadores. A proposta de redução da jornada surge como forma de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos profissionais. Atualmente, o Brasil mantém uma das maiores jornadas de trabalho entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, com carga horária semanal acima da média de nações como França (35h), Alemanha (34h) e Reino Unido (37,5h).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/marinho-defende-transicao-da-jornada-6x1-para-5x2-e-diz-que-economia-esta-madura-para-isso
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