Ibovespa retoma fôlego e bate novo recorde, aos 181 mil pontos
O principal índice acionário da B3 renovou o recorde intradiário nesta terça-feira, 27, ao atingir os 181.329 pontos


Exame.com
Depois de um pregão de acomodação na véspera, o Ibovespa voltou a ganhar tração e iniciou esta terça-feira (27) em forte alta, superando os 181 mil pontos logo na abertura e renovando máximas históricas. O movimento marca a retomada do rali recente da bolsa brasileira, que havia sido interrompido na segunda-feira (26), após quatro sessões consecutivas de recordes.
Por volta das 10h30, o principal índice acionário da B3 avançava 1,20%, aos 180.870 pontos, depois de ter subido mais de 1,30%, aos 181.329 pontos, a maior máxima intradiária de sua história.
O avanço desta manhã acontece em meio à divulgação do IPCA-15 de janeiro, que mostrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. Na visão de analistas, o dado reforça a leitura de inflação sob controle na margem e pode reacender o apetite por risco, especialmente em ativos domésticos mais sensíveis à trajetória de juros.
Na avaliação de Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o IPCA-15 confirma uma inflação ainda controlada na margem, mas traz alertas importantes na composição. Apesar do alívio pontual vindo das passagens aéreas, os núcleos seguem resilientes, especialmente em serviços subjacentes e bens industrializados, o que reforça uma postura cautelosa do Banco Central.
Para ele, o dado sustenta a expectativa de manutenção da Selic na reunião desta quarta-feira (28), afastando, por ora, a discussão de cortes no curto prazo.
Já Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, destaca que, embora os núcleos tenham vindo quantitativamente piores, a trajetória de desinflação permanece. Com isso, a casa mantém o cenário de início de cortes na Selic, com uma redução de 25 pontos-base em março.
Fluxo estrangeiro
Na véspera, o Ibovespa havia fechado praticamente estável, em leve queda de 0,08%, aos 178.720 pontos, em um movimento típico de realização de lucros após uma escalada intensa nas últimas semanas.
O índice também volta a ser sustentado pelo fluxo estrangeiro, na avaliação de operadores, que segue dando suporte ao mercado acionário local.









