Economia

Ibovespa fecha em queda após renovar máxima histórica

Pressão vinda dos mercados dos EUA apagou ganhos durante o dia

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Reuters
29/01/2026, 22:11 • Atualizado em 29/01/2026, 22:11
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Ibovespa fecha em queda após renovar máxima histórica | REUTERS/Amanda Perobelli

Ibovespa fecha em queda após renovar máxima histórica | REUTERS/Amanda Perobelli

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (29) em queda, apagando os fortes ganhos registrados pela manhã que levaram a uma nova máxima histórica, pressionado pelo humor negativo que tomou os mercados acionários de Nova York.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,84%, a 183.313,75 pontos. Na mínima, marcou 181.566,56 pontos e, na máxima, 186.449,75 - recorde intradia. O volume financeiro somou R$ 38,75 bilhões.

Ao longo da manhã desta quinta-feira, a bolsa brasileira chegou a subir mais 1%, impulsionada pela leitura positiva do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgado ontem na noite de quarta-feira (28).

Na ocasião, o BC decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, como esperado pelo mercado, e fez a indicação de que poderá fazer um corte de juros em março, mas enfatizou que manterá "a restrição adequada" para levar a inflação à meta de 3%.

"O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse o BC em comunicado.

Contudo, o bom humor do mercado doméstico sucumbiu no início da tarde após a abertura das bolsas de Wall Street. Por lá, os índices tiveram quedas firmes, pressionados por uma perda de 11% nas ações da Microsoft, após divulgação de números trimestrais, enquanto os agentes ainda avaliavam a decisão do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira.

"A sessão de hoje [do Ibovespa] foi um bom retrato de 'digestão' pós-superquarta", destacou Jose Áureo Viana, sócio da Blue3 Investimentos.

O profissional acrescentou que o recorde intradiário da bolsa brasileira "teve muito de reprecificação local [juros futuros e prêmio] e a virada teve muito de correlação com o risk-off no exterior", além de realização de lucros, tendo em vista o forte do mês.

Na agenda doméstica, um dos destaques foram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram que o Brasil fechou 618.164 vagas formais de trabalho em dezembro, mas terminou 2025 com saldo positivo acumulado de 1.279.498 vagas. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters esperavam fechamento líquido de 478.000 vagas.

Pela manhã, outro ponto de atenção foi a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao portal Metrópoles, em que ele afirmou que "com certeza" deixará o governo em fevereiro.

Destaques

- PETROBRAS PN subiu 0,96%, o que ajudou a reduzir as perdas do Ibovespa, em linha com a disparada do preço do petróleo no exterior, com o Brent fechando em alta de 3,5%. A companhia informou na quarta-feira que suas reservas provadas fecharam 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), versus 11,4 bilhões em 2024.

- BTG PACTUAL UNIT recuou 2,01%, com os bancos pressionando as perdas do índice. BRADESCO PN perdeu 1,29%, ITAÚ UNIBANCO PN recuou 0,41%, SANTANDER BRASIL UNIT teve queda de 1,47%, enquanto BANCO DO BRASIL ON, como exceção, teve alta de 0,39%,

- VALE ON subiu 0,51%, em linha com o avanço dos contratos futuros do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), que tiveram alta de 1,78%.

- BRAVA ON subiu 0,85% e PRIO ON avançou 2%, sendo a maior alta do índice, acompanhando os ganhos do petróleo no exterior.

- PICPAY chegou a subir mais de 2% na estreia do banco digital brasileiro na Nasdaq nesta quinta-feira, mas devolveu os ganhos no final da sessão, fechando estável, a US$19.

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