Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5,20 pela primeira vez desde maio de 2024; bolsa recua

Moeda norte-americana à vista teve recuo de 0,27%, aos R$5,1941, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 registrados há 8 meses

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Em uma sessão de volatilidade alta, o dólar fechou a quinta-feira (29) em queda ante o real, abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, no dia seguinte às decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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O dólar à vista fechou com recuo de 0,27%, aos R$5,1941, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de 28 de maio 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,37%.

Às 17h09, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,02% na B3, aos R$5,1965.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), por sua vez, iniciou a sessão atingindo um novo recorde ao alcançar 186 mil pontos, às 10h30. À tarde, porém, inverteu o sinal. Às 16h40, operava em queda de 0,75%, aos 183.298,05 pontos.

Entre o fim da manhã e o início da tarde as taxas curtas dos DIs reduziram as perdas e as longas passaram a subir, em meio a uma piora generalizada dos mercados após a abertura de Wall Street.

Dados corporativos decepcionantes do setor de tecnologia norte-americano motivaram o movimento, que também fez o Ibovespa cair mais de 1% e o dólar passar a subir ante o real.

Durante a tarde, porém, houve certa acomodação, com as taxas curtas voltando a exibir perdas maiores e as longas se reaproximando da estabilidade.

"O mercado (de DIs) voltou um pouco depois de ensaiar um movimento de alta (de taxas)", disse durante a tarde Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos. "A parte curta (da curva) continua reagindo ao comunicado do Copom."

No exterior, os rendimentos dos Treasuries também cediam no fim da tarde, um dia após o Federal Reserve manter sua taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75%, conforme esperado, dando poucas pistas sobre quando voltará a cortar os juros.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento — caía 3 pontos-base, a 4,223%.

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