Oscar 2026

Oscar 2026: Paul Thomas Anderson vence Melhor Direção por "Uma Batalha Após a Outra"

Cultuado autor de "Magnólia" e "Boogie Nights" finalmente é coroado com a estatueta após 14 indicações em várias categorias, sendo quatro a melhor diretor

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Paul Thomas Anderson (à direita) dirige Leonardo DiCaprio em "Uma Batalha Após a Outra" | Divulgação/Warner Bros. Pictures

Paul Thomas Anderson venceu o Oscar 2026 de Melhor Direção pelo filme "Uma Batalha Após a Outra", em cerimônia de premiação realizada neste domingo (15), em Los Angeles.

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A coroação do cultuado cineasta de "Boogie Nights" (1997), "Magnólia" (1999) e "Sangue Negro" (2007) vem após 14 indicações em várias categorias ao longo da carreira, sendo quatro a melhor diretor (relembre histórico mais abaixo).

Inspirado no livro "Vineland" (1990), de Thomas Pynchon, "Uma Batalha Após a Outra" narra a saga de um ex-revolucionário, vivido pelo astro Leonardo DiCaprio, que volta à ativa após o desaparecimento da filha (Chase Infiniti) e o retorno de um antigo repressor (Sean Penn).

PTA, como é chamado pelos fãs, superou a concorrência de Chloé Zhao ("Hamnet: A Vida Antes de Hamlet"), vencedora da categoria por "Nodmaland" (2020); Joachim Trier ("Valor Sentimental"), Josh Safdie ("Marty Supreme") e Ryan Coogler ("Pecadores").

Primeira estatueta após 14 indicações

Com 13 indicações ao Oscar, só atrás do recorde de 16 de "Pecadores", "Uma Batalha Após a Outra" terminou 2025 como um dos filmes mais comentados e elogiados do ano. A recepção quase unânime da crítica, e também calorosa do público cinéfilo, imediatamente colocou PTA, aos 55 anos, como um dos favoritos ao prêmio.

A consagração se encaminhou de vez quando ele recebeu em fevereiro o DGA Awards, troféu do sindicato de diretores e principal termômetro para a estatueta da categoria. De 2006 para cá, apenas dois cineastas ganhadores do DGA não faturaram o Oscar — Ben Affleck, sequer indicado por "Argo" (2012), e Sam Mendes, por "1917" (2019).

Foi deveras longa a espera de Thomas Anderson por um prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Dos dez filmes escritos e dirigidos por ele desde a estreia, há exatos trinta anos, apenas dois não tiveram indicação a nenhuma categoria — "Jogada de Risco" (1996) e o subestimado "Embriagado de Amor" (2002), estrelado por Adam Sandler e que deu a PTA a láurea de melhor direção no Festival de Cannes.

Os números afirmam: quando ele faz um filme, é quase certo que terá alguma nomeação à premiação máxima de Hollywood. Mas, até 2026, vitórias rareavam.

Os oito longas dele lembrados pela Academia totalizam 41 indicações — considerando as 13 de "Uma Batalha" — e, antes da produção estrelada por DiCaprio, três estatuetas (duas para "Sangue Negro", incluindo melhor ator para Daniel Day-Lewis, e uma para "Trama Fantasma"). PTA, sozinho, abocanha 14 dessas indicações. Relembre:

As indicações de Paul Thomas Anderson ao Oscar:

  • 2026: melhor filme, melhor direção e melhor roteiro adaptado por "Uma Batalha Após a Outra" (2025);
  • 2022: melhor filme, melhor direção e melhor roteiro original por "Licorice Pizza" (2021);
  • 2018: melhor filme e melhor direção por "Trama Fantasma" (2017);
  • 2015: melhor roteiro adaptado por "Vício Inerente" (2014);
  • 2008: melhor filme, melhor direção e melhor roteiro adaptado por "Sangue Negro" (2007);
  • 2000: melhor roteiro original por "Magnólia" (1999);
  • 1998: melhor roteiro original por "Boogie Nights: Prazer Sem Limites" (1997).

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