Copom mantém Selic em 15% ao ano pela 5ª vez consecutiva
Decisão do Banco Central foi unânime; última alteração da taxa básica de juros ocorreu em junho, quando passou de 14,75% para 15% ao ano


Paulo Sabbadin
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.
Esta é a quinta reunião consecutiva em que a taxa permanece no mesmo patamar.
"O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica", explica o Copom.
Sobre o cenário nacional, o Banco Central cita a" trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência". Ainda segundo o BC, "a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação".
A última alteração da Selic ocorreu em junho, quando passou de 14,75% para 15% ao ano. Desde então, o índice foi mantido nas reuniões de julho, setembro, novembro, dezembro e agora janeiro. A decisão foi unânime entre os integrantes do comitê.
"O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros", justifica o Copom.
A Selic é a taxa de juros utilizada pelo Banco Central como referência para aplicações financeiras e empréstimos bancários. Em níveis elevados, o objetivo é desacelerar a economia para conter a inflação.
De acordo com o Copom, a taxa básica de juros pode sofrer alteração na próxima reunião "em se confirmando o cenário esperado", mas reforça que "manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta".
Juros nos EUA
Mais cedo, o Federal Reserve também manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos inalterada. A autoridade monetária norte-americana citou a inflação ainda elevada, juntamente com o crescimento econômico sólido, e deu poucas indicações sobre quando os custos dos empréstimos poderão voltar a cair.
O comunicado do Fed não trouxe sinalização sobre quando uma nova redução dos juros pode ocorrer. Segundo a instituição, “a extensão e o momento de ajustes adicionais” na taxa de política monetária vão depender dos dados econômicos que forem divulgados e das perspectivas para a economia.









