Economia

Fed mantém juros estáveis, vê inflação "elevada" e estabilização do mercado de trabalho nos EUA

Taxa básica do banco central dos Estados Unidos segue na faixa de 3,50% a 3,75%

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O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos inalterada nesta quarta-feira (28), citando a inflação ainda elevada, juntamente com o sólido crescimento econômico, e dando poucas indicações sobre quando os custos dos empréstimos poderão cair novamente.

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"A atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido", disseram os formuladores de política monetária do Fed no comunicado, depois de votarem por 10 a 2 para manter a taxa básica do banco central dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75%, após uma reunião de dois dias.

Tanto o diretor Christopher Waller, candidato a substituir o chair do Fed, Jerome Powell, quando seu mandato como chefe do banco central terminar em maio, quanto o diretor Stephen Miran, que está de licença de seu trabalho como consultor econômico na Casa Branca, divergiram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica.

A decisão encerra uma sequência de cortes nos juros. Desde setembro do ano passado, a taxa foi reduzida três vezes.

O comunicado não trouxe indicação sobre quando uma nova redução dos juros pode ocorrer. Segundo o Fed, “a extensão e o momento de ajustes adicionais” na taxa de política monetária vão depender dos dados econômicos que forem divulgados e das perspectivas para a economia.

O banco central afirmou ainda que a inflação “permanece um pouco elevada”, enquanto o mercado de trabalho tem “mostrado alguns sinais de estabilização”.

Embora o Fed tenha observado que “os ganhos de emprego permaneceram baixos”, o texto retirou a avaliação presente no comunicado anterior de que os riscos de queda para o emprego haviam aumentado. A mudança indica que, de forma geral, os formuladores de política estão menos preocupados com um enfraquecimento rápido do mercado de trabalho.

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