Economia

Governo tenta emplacar taxação de bets e fintechs em projeto que reduz benefícios fiscais

Relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) será apresentado nesta terça-feira (16) e já deve ser votado no plenário da Câmara

Avatar de Eduardo Gayer
Eduardo Gayer
16/12/2025, 17:51 • Atualizado em 16/12/2025, 17:51
compartilhar
Reprodução | Freepik

Reprodução | Freepik

Interessado em elevar a arrecadação em 2026, o governo federal tenta emplacar o aumento da taxação de bets, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP) dentro do projeto de lei que reduz benefícios tributários, cuja votação está prevista para esta terça-feira (16) na Câmara.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

De acordo com fontes, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do texto sobre incentivos fiscais, sinalizou que aceita dar “carona” para a elevação de alíquotas em seu parecer. Procurado, ele não confirmou. Com a manobra, o impacto fiscal positivo pode subir de R$ 60 bilhões para R$ 70 bilhões só no ano que vem.

Originalmente, a ideia da equipe econômica era aprovar a proposta de taxação que tramita no Senado, mas esse parou no plenário. Foi então que o Planalto buscou o “atalho” no relatório de Ribeiro, porque precisa aprovar a cobrança de bets, fintechs e JCP — na Câmara e no Senado — antes do recesso parlamentar.

A pressa se deve ao princípio da anualidade: alterações em impostos só valem para o ano seguinte. Portanto, para valer em 2026, quando o governo tem uma meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB, o projeto de lei precisa ser aprovado ainda em dezembro.

A expectativa da base do governo é que o relatório de Aguinaldo Ribeiro, unindo redução de benefícios tributários e elevação de impostos sobre bets, fintechs e JCP, seja aprovado na Câmara nesta terça-feira (16) e no Senado na quarta-feira (17), com a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o final do mês.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã nesta terça (14)

EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã nesta terça (14)

Imagem da notícia: Lula descarta guerra, mas quer Forças Armadas preparadas

Lula descarta guerra, mas quer Forças Armadas preparadas

Imagem da notícia: Lula garante à imprensa que “não vai ter tarifaço”

Lula garante à imprensa que “não vai ter tarifaço”

Imagem da notícia: EUA divulgam vídeo de ataque à base de submarinos do Irã

EUA divulgam vídeo de ataque à base de submarinos do Irã

Imagem da notícia: EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã nesta terça (14)

EUA iniciam bloqueio marítimo ao Irã nesta terça (14)

Imagem da notícia: Lula descarta guerra, mas quer Forças Armadas preparadas

Lula descarta guerra, mas quer Forças Armadas preparadas

Imagem da notícia: Lula garante à imprensa que “não vai ter tarifaço”

Lula garante à imprensa que “não vai ter tarifaço”

Imagem da notícia: EUA divulgam vídeo de ataque à base de submarinos do Irã

EUA divulgam vídeo de ataque à base de submarinos do Irã

Últimas notícias

Tia impede sequestro de bebê em maternidade no Piauí

Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascido em uma sacola dentro de maternidade em Teresina

Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias

Ministro apontou possível descumprimento de restrição imposta ao ex-presidente após publicação de carta nas redes sociais pelo senador

Governo atua para conter paralisação dos caminhoneiros

Categoria reivindica votação da MP dos Fretes antes do dia 16; Planalto tenta acordo para votar proposta nesta terça-feira

Colômbia: Petro proíbe posse de Espriella em base militar

Segundo atual mandatário, a lei do país estabelece que o presidente eleito deve tormar posse em uma sessão do Congresso, assim como foi com ele e antecessores

Lula critica taxa de 20% para passagem em Ormuz: “pirataria”

Presidente comentou a tarifa imposta por Trump ao anunciar a reabertura do tráfego de navios petroleiros no estreito, que foi fechado por causa da guerra no Irã

Relator prevê aprovação para PEC dos agentes de saúde

Senador aposta em "votação expressiva" de proposta que já passou pela Câmara; impacto anual nas contas públicas é de R$ 3 bilhões, estima Fazenda