Fiemg: veto à carne brasileira reduz significativamente ganhos de acordo UE-Mercosul
Federação industrial pede atuação coordenada entre governo e setor produtivo após restrição da União Europeia ao Brasil


Iander Porcella
A restrição da União Europeia à importação de carne bovina do Brasil tem gerado reações do setor produtivo. Na avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o veto reduz significativamente os benefícios do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, que entrou em vigor de forma provisória.
“Mesmo representando uma parcela ainda limitada dos embarques totais, o mercado europeu tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos, especialmente nas cadeias de carnes e mel, produtos de forte relevância para Minas Gerais e para o Brasil”, diz, em nota, a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, Verônica Winter.
De acordo com o Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o mercado europeu gerou uma receita de US$ 1,84 bilhão em 2025 para o setor, com 368 mil toneladas.
Na nota, a Fiemg também destaca que o Brasil possui cadeia produtiva reconhecida internacionalmente e tem avançado no controle sanitário, no uso de medicamentos veterinários e no combate à resistência antimicrobiana.
“A Federação entende que este é um momento que exige atuação coordenada entre governo e setor produtivo para assegurar à União Europeia todas as garantias técnicas necessárias à continuidade do acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu”, afirma a Fiemg.
Nesta terça-feira (12), a UE publicou uma atualização da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil da relação. A medida passa a valer a partir de 3 de setembro.









