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Deputado do Rio alvo da PF diz que aumento de patrimônio veio por herança

Marcelo Queiroz é investigado por suspeita de fraude em contratos de castração e esterilização de animais ligados à Secretaria de Agricultura do Rio

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SBT News
12/05/2026, 22:11 • Atualizado em 12/05/2026, 22:11
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O deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) no plenário da Câmara | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) no plenário da Câmara | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) negou nesta terça-feira (12) ter enriquecido ilicitamente em um esquema de fraude em licitações e contratos para castração de animais ligados à Seapa (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro). Queiroz foi alvo de busca e apreensão na operação Castratio da Polícia Federal (PF).

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A investigação indica ainda que o deputado teve um crescimento patrimonial de 665% de 2022 a 2024, chegando a R$ 7,6 milhões. Queiroz, porém, afirmou em vídeo publicado no Instagram que o enriquecimento não tem origem ilícita é provém do ganho de uma herança após a morte do pai, o procurador-geral da Fazenda Cid Heraclito de Queiroz, em abril de 2023.

“Infelizmente, isso foi decorrente, talvez, um dos episódios mais tristes da minha vida. Foi a morte do meu pai. Isso, basicamente, é uma herança. Eu sou filho único, totalmente comprovado, com imposto pago, tudo organizado", disse o deputado.

Queiroz foi secretário da Seapa de 2019 a 2022, nos governos Wilson Witzel (então no PSC) e Cláudio Castro (PL). A PF diz que identificou indícios de direcionamento, superfaturamento e fraude à licitação em contratos da Seapa com uma empresa privada de castração e esterilização de animais. A soma dos contratos sob suspeita chega a R$ 200 milhões.

As fraudes estariam ligadas à empresa Consuvet – Soluções em Saúde Animal, em contratos do programa estadual RJPET, de castração gratuita. Antônio Emílio Santos, diretor-geral de Administração e Finanças da Secretaria na gestão de Marcelo Queiroz, virou sócio da Consuvet dois meses após a empresa vencer a licitação. Ele atuava diretamente nos processos de contratação.

Queiroz se notabilizou como ums dos principais defensores da causa animal tanto no Rio quanto na Câmara. Mas, conforme a PF, “o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio político".

O deputado nega e diz que a investigação decorre de uma intriga política desde que foi candidato a prefeito do Rio nas últimas eleições. Segundo ele, as denúncias que originaram o caso foram apresentadas por um grupo rival, mas não tem base material e “confundem datas, valores, prazos".

“Eu não tive acesso aos autos ainda na investigação de hoje, mas eu posso aqui esclarecer algumas coisas que eu vi na imprensa. Primeiro, não existiram joias na minha casa, não existiram dólares, nem carro de luxo. Isso não foi aqui", afirmou.

Ao todo, a operação Castratio realizou 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. As diligências ocorrem nos municípios de Itaocara, Macaé, Niterói e na capital fluminense, além de São Roque e Mairinque, em São Paulo.

A PF informou que o grupo investigado também pode responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e frustração do caráter competitivo de licitação. Novos crimes ainda podem ser identificados no decorrer da investigação.

Marcelo Queiroz foi nomeado secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro em agosto de 2025. Antes disso, foi no governo de Cláudio Castro.

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