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A nota conjunta do Itamaraty com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento diz que o governo brasileiro “tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão”. Uma reunião do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da delegação diplomática do Brasil na União Europeia, já está programada para quarta-feira (13) a fim de reaver a decisão.
A medida foi anunciada nesta terça pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, órgão com funções similares aos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A justificativa é de que os exportadores brasileiros não cumpriram a totalidade das garantias exigidas contra o uso em excesso de antimicrobianos em animais com o intuito de controlar doenças, estimular o crescimento e aumentar a produção para o abate.
O governo brasileiro nega e diz ser "detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida". A nota destaca que o país é o "maior exportador do mundo de proteínas de origem animal" e parceiro líder em fornecimento de produtos agrícolas para o bloco europeu.
O bloqueio foi decidido menos de duas semanas depois de os termos provisórios do acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul ter entrado em vigor, em 1º de maio. Produtos de origem animal de países como Argentina e Uruguai não foram excluídos da lista da UE.
Normas da UE
A Comissão Europeia informou que avaliou o cumprimento dessas exigências e as garantias apresentadas pelos países como base para a elaboração da nova relação.
Segundo as normas da UE, não é permitido o uso de antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também é proibido o tratamento de animais com antimicrobianos reservados exclusivamente para infecções humanas.
A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade. Segundo a UE, ao garantir o uso prudente desses medicamentos em animais, o bloco busca proteger a saúde da população europeia.
Brasil terá reunião com europeus na quarta (13) para tentar reverter veto à carneEm nota, governo diz ter sido pego de surpresa com a decisão e que medidas de adequação já estão sendo tomadasEconomia2026-05-12T19:38:28.362ZO governo brasileiro disse ter recebido “com surpresa” nesta terça-feira (12) o anúncio de que foipara a exportação de carnes e outros produtos de origem animal. O embargo valeria a partir de 3 de setembro. A nota conjunta do Itamaraty com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento diz que o governo brasileiro “tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão”. Uma reunião do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da delegação diplomática do Brasil na União Europeia, já está programada para quarta-feira (13) a fim de reaver a decisão. A medida foi anunciada nesta terça pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, órgão com funções similares aos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A justificativa é de que os exportadores brasileiros não cumpriram a totalidade das garantias exigidas contra o uso em excesso de antimicrobianos em animais com o intuito de controlar doenças, estimular o crescimento e aumentar a produção para o abate. O governo brasileiro nega e diz ser "detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida". A nota destaca que o país é o "maior exportador do mundo de proteínas de origem animal" e parceiro líder em fornecimento de produtos agrícolas para o bloco europeu. O bloqueio foi decidido menos de duas semanas depois de os termos provisórios do acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul ter entrado em vigor, em 1º de maio. Produtos de origem animal de países como Argentina e Uruguai não foram excluídos da lista da UE. Normas da UE A Comissão Europeia informou que avaliou o cumprimento dessas exigências e as garantias apresentadas pelos países como base para a elaboração da nova relação. Segundo as normas da UE, não é permitido o uso de antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também é proibido o tratamento de animais com antimicrobianos reservados exclusivamente para infecções humanas. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade. Segundo a UE, ao garantir o uso prudente desses medicamentos em animais, o bloco busca proteger a saúde da população europeia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-tera-reuniao-com-uniao-europeia-na-quarta-13-para-tentar-revertar-veto-a-carne
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